Escoceses lamentam derrota, mas vão seguir torcendo pelo Brasil
Reunidos em Campo Grande, descendentes acompanharam o jogo e ficaram frustrados com o placar
A derrota da Escócia por 3 a 0 para o Brasil, na noite desta quarta-feira (24), não diminuiu o clima de confraternização na casa da família Vianna, no Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Depois da partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo, os descendentes de escoceses lamentaram o resultado, mas mantiveram o orgulho pela participação da seleção europeia no torneio e passaram a declarar apoio ao Brasil na sequência da competição.
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Descendentes de escoceses residentes em Campo Grande (MS) celebraram a participação da Escócia na Copa do Mundo mesmo após a derrota por 3 a 0 para o Brasil. A família Vianna, do bairro Carandá Bosque, reuniu amigos para assistir ao jogo e, apesar do resultado, declarou apoio total ao Brasil. Margaret McAteer Vianna, nascida na Escócia, afirmou que ama o país e torce pela seleção brasileira no torneio.
Nascido na Escócia e criado no Brasil, o servidor público Henrique Vianna admitiu que o placar trouxe um misto de sentimentos. Apesar da frustração, ele destacou que a festa organizada pela família cumpriu o principal objetivo: reunir amigos para celebrar o futebol.
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"Fiquei um pouquinho decepcionado, um pouquinho triste pelo resultado, mas a torcida foi legal e a festa aqui em casa foi muito boa. Hoje eu estava torcendo para a Escócia. Ainda tenho esperança de classificação, embora agora esteja mais difícil. Mas o Brasil vai classificar e vai longe. Agora é 100% Brasil", afirmou.

O professor José Vianna acompanhou o jogo sem dividir a torcida entre os dois lados. Para ele, o favoritismo brasileiro era esperado desde antes da bola rolar.
"Honestamente, tanto fazia quem ganhasse. A Escócia normalmente sabe que é freguesa do Brasil. Não tem time para isso", comentou em tom descontraído.
José também relembrou a influência escocesa na história do futebol brasileiro. Segundo ele, os escoceses ajudaram a difundir o esporte no País ao trazerem bolas, regras e organização para as primeiras partidas.
"Eles só se arrependem de ter incentivado o futebol no Brasil. Trouxeram a bola, trouxeram o regulamento, organizaram o jogo e aí começou o futebol no Brasil. Só que nós melhoramos muito isso", brincou.
A professora de inglês Margaret McAteer Vianna, nascida na Escócia, contou que recebeu mensagens de amigos e familiares de diferentes países depois da publicação da primeira reportagem sobre a confraternização. Segundo ela, pessoas do Canadá e de Portugal entraram em contato ao saber que a família acompanharia o confronto em Campo Grande.
"Fiquei feliz porque eles ficaram felizes em saber que eu, sendo escocesa, estava celebrando esse jogo com brasileiros. Meu país participou da Copa e isso já me deixa muito feliz. Nós sabemos que o Brasil é melhor", disse.
Mesmo com a eliminação ficando mais próxima após a derrota, Margaret afirmou que seguirá torcendo pela Seleção Brasileira durante o restante da competição.
"Agora vou torcer 100% para o Brasil. Eu amo o Brasil", declarou.

