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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/06/2011 09:28

Espalhadas por Campo Grande, obras contra enchente parecem eternas

Marta Ferreira
Barragem na Via Parque é uma das obras em andamento. (Foto: Simão Nogueira)Barragem na Via Parque é uma das obras em andamento. (Foto: Simão Nogueira)

Um passeio por áreas nobres de Campo Grande revela um cenário que virou rotina nos últimos anos: canteiros de obras espalhados pelas margens dos córregos e regiões onde as chuvas costumam provocar problemas.

Em época de estiagem, a pergunta mais ouvida é se vai dar tempo de terminar o que foi começado antes que venham as chuvas e a cidade volte a sofrer com enxurrada e transbordamento dos córregos.

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), afirmou ao Campo Grande News que tudo será concluído a tempo. Segundo ele, a prefeitura quer “fechar”, até agosto, as obras de contenção de enchentes que estão em andamento. Agosto é o mês em que a prefeitura costuma fazer a inauguração de um pacote de obras na cidade, por causa do aniversário, no dia 26.

Um dos canteiros de obras é na Via Parque, onde cerca de 20 trabalhadores e máquinas pesadas atuam na construção de uma quarta barragem para ajudar a diminuir a força das águas do córrego Sóter, no trecho aos fundos do Clube Estoril. Lá, as obras parecem estar avançadas.

A estrutura de ferro e madeira que vai se transformar em barragem está recebendo concreto. No futuro, vai ser um obstáculo na passagem da água que, nas últimas chuvas, ultrapassou o leito do córrego, invadindo a pista e desaguando no córrego Prosa, que também transbordou.

Outro ponto que também costuma alagar e onde estão sendo feitas interferências, é na avenida Paulo Coelho Machado, pegando uma parte do Shopping Campo Grande. Ali, a estrutura em implantação visa drenar a água do Prosa, que tem nascente neste local.

Estão sendo feitas galerias para escoamento de água pluvial, ligando as que já foram feitas nas duas extremidades da via. A obra, nesta quarta-feira, estava parada.

O tráfego na Paulo Coellho Machado (a antiga Furnas), que chegou a ficar fechado por meses, foi reaberto, mas um trecho próximo da Afonso Pena segue sem asfalto.

“É estranho passar por aqui, nesse trecho tão nobre, sem asfalto, e ver essa obra parada”, comentou Zilda Vieira da Costa, de 45 anos, ao passar ao lado do tapume que cerca a obra dentro do shopping Campo Grande.

Zilda disse que a sua expectativa é que, com o tempo seco, os trabalhos sejam acelerados para que o trecho volte a ficar tão bonito quanto antes e, mais importante, sem alagamentos.

Dezenas de sacos de terra que foram tirados de obra, porque esquema não deu certo, e agora são substituídos por pedras.Dezenas de sacos de terra que foram tirados de obra, porque esquema não deu certo, e agora são substituídos por pedras.

A intervenção, iniciada no meio do ano passado, tem investimento previsto de R$ 13,7 milhões em drenagem, recapeamento do asfalto e construção de galerias por onde passarão as águas do córrego Prosa.

Tudo de novo - Em outro ponto, no córrego Cachoeirinha, na avenida Ricardo Brandão, pelo menos 10 operários estão trabalhando na construção de um novo gabião, proteção de pedras para o barranco, que está substituindo a antiga, feita com sacos de areia.

O que foi tirado, por sua vez, forma uma montanha num terreno ao lado. Essa obra foi provocada pelos estragos das chuvas de Verão deste ano.

Em outro bairro da cidade que teve estragos das chuvas, o Nova Lima, foi liberada esta semana, após mais de um mês fechada, foi reaberta no fim de semana.

Na Ernesto Geisel, obras de combate à erosão nem sequer começaram.Na Ernesto Geisel, obras de combate à erosão nem sequer começaram.

Enquanto essas obras ganham corpo, ao longo do rio Anhanduí, na avenida Norte e Sul, moradores e trabalhadores em empresas da região cobram solução para a situação em que se encontram as margens do manancial.

Em frente ao Norte Sul Plaza, o novo shopping inaugurado no fim de maio em Campo Grande, a pista recebeu sinalização, um tapume de metal foi instalado para evitar quedas no córrego, mas o restante continua igual na época das chuvas de Verão, quando houve alagamentos na região.

Em um trecho de mais de mil metros, no sentido centro-bairro, o desmoronamento do barranco, ocorrido nesta época, obrigou a interdição de meia-pista.

Mais à frente, outro pedaço de barranco levado pelas águas chama a atenção dos vizinhos e provoca medo.

Enquanto a prefeitura não inicia obras, a salgadeira Neusa Moreira, de 55 anos, opina sobre qual seria na sua opinião, a melhor solução, enquanto trabalha no canteiro da Norte-Sul: “Tinha de canalizar tudo, como foi feito na 31 de março (antigo nome da Fernando Correia da Costa, onde o córrego Prosa foi coberto por concreto).

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Terminar pode até terminar, mas funcionar é que não vai,pois o problema seria resolvido com metade do dinheiro e muito mais rapido daquilo que ai está se fossem mais inteligemtes.
 
sergio sangalli em 09/06/2011 12:48:07
Av. Ernesto Geisel, todo dia os sites, jornais, tvs chamam atenção da prefeitura para o problema desta rua onde tem um buraco se formando, daqui a pouco vai engolir até o ginásio, Srº Prefeito Nelson Trad Filho, não fique esperando verba para arrumar aquela erosão, se não alguem vai morrer e depois ainda a familia vai ter todo o direito de entrar na justiiça pedindo indenização por causa do acidente. Quando escrevemos estamos tentando ajudar não só ir contra, mas só que a demora esta nos encomodando, se em uma semana isso não resolver eu mesmo mais moradores da região vamos nos unir e fazer um manifesto e entrar com uma ação no ministério público para se fazer aquele serviço. Renato Goés.
 
Renato Goés Fernandes em 09/06/2011 12:10:22
É pessoal, nossa região está desprestigiada. A Prefeitura só olha pro lado mais rico da cidade e o resto que se vire sozinho. E isso porque pagamos muito caro pelo IPVA e IPTU que não vemos o retorno por igual na cidade. E olha que não estamos nem falando do asfalto da cidade que é uma porcaria de ruim, uma vergonha prá quem vem de outros estados. Falei...
 
João André em 09/06/2011 12:10:16
Na regiao do Nova Lima onde o transito teve q ser desviado, na av. marques de herval, por causa da erosao, vai ser sempre a mesma coisa: eles arrumam e vem as chuvas e estragam, eles arrumam e vem as chuvas e estragam...sempre assim. Porque nao fazem uma coisa bem feita para q nao seja preciso ficar refazendo, ou mudam definitivamente a rua principal dali, ja q ali sempre teve aquele problema da erosao e acho q sempre vai ter né...Mas pra q resolver duma vez né??é melhor ir empurrando com a barriga e enchendo o bolso né?!!
 
Thiago Benarrós em 09/06/2011 11:51:07
Existem trechos na Norte e Sul (Ernesto Geisel) principalmente em frente ao Ginásio Guanandi, que a erosão só aumenta e nada é feito a mais de 2 anos. O transito nesta região esta completamente comprometido. Onde deveria funcionar 3 faixas mais a faixa do estacionamento. Atualmente tem-se acesso somente a faixa do estacionamento. Isso é lindo para Campo Grande, não acha?
 
Samuel Cavalcante em 09/06/2011 10:07:35
a reportageem tem toda razão mas eu queria ressaltar que no trecho da norte sul para ser mais exato na ponte do final do guanandizão esquina com a manoel da costa lima em frente ao hipermercado que foi inalgurado a mais ou menos um ano a interdição da pista e mais que a metade pois so passa um carro e ja conteceu varios acidentes la passo por la todos os dias ida e volta do trabalho enquanto não morrer bastante pessoas naquele lugar nada vai ser feito??? deixo uma pergunta se alguma altoridade de campo grande ou ate mesmo nossos deputados estaduais quando é que vai ser arrumado aquilo lá ou ninguém não esta nem ai porque os moradores dali são moradores de classes c e d. o povo quer uma solução muito obrigado ao campo grande news.
 
josé roberto em 09/06/2011 10:02:45
Obras eternas. Boa essa. E o pior: é verdade. Aquela obra no cruzamento da Mato Grosso com a Via Park demorou, demorou, demorou .......... e ainda não acabou. Destruiram a lixeira do condomínio Itacolomi e até hoje, não refizeram. Mas tudo bem, né Prefeito. O Sol vai brilhar, não é isso?

2014 está aí.
 
Antônio Pedregoso em 09/06/2011 09:46:57
Mas é assim que funciona o poder público. Obras longas, assim pode-se superfaturar à vontade, aditivando as contas. E ainda dá aquela impressão de que está sempre trabalhando pra chegar nas eleições em alta. Coisas de político pobre de espírito, mas muito espertinho. Bobo é o povo que ainda acredita e balança bandeira nas eleições.
 
Bruno Nodes em 09/06/2011 09:38:00
Estas obras "eternas" existem há anos...e mesmo assim votamos nas mesmas figuras e seu familiares...irmãos, primos...não culpemos outros: CULPADOS SOMOS NÓS QUE TROCAMOS AINDA VOTO POR TANQUE DE GASOLINA E CARGO COMISSIONADO!
 
Juliana Telles em 09/06/2011 03:20:56
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