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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/10/2012 19:27

Esquina da região central é "ilha de calor" em Campo Grande

Nícholas Vasconcelos e Helton Verão
O vendedor de água de coco Manoel Nonota viu as vendas dobrarem na O vendedor de água de coco Manoel Nonota viu as vendas dobrarem na

O calor dos últimos dois dias tem incomodado o campo-grandense e em um ponto do centro da cidade ele é mais intenso. Hoje, enquanto os termômetros chegaram a 37°C, na esquina das ruas Rui Barbosa com a Barão do Rio Branco, os termômetros atingiram 3°C a mais, segundo o meteorologista Natálio Abrahão Filho, da universidade Anhanguera/Uniderp.

A chamada “ilha de calor” é provocada pela soma de fatores como a impermeabilidade do solo, o calor do asfalto, poucas árvores e claro, a força do Sol. “Essas ilhas são pontos de maior temperatura e depende da combinação da temperatura do ar e da combinação com o solo”, explicou Natálio.

E mesmo quem lucra vendendo alívio para as altas temperaturas também reclama delas. Edward Brachini, 64 anos, vende caldo de cana neste cruzamento e também estranha o quanto ali é quente. “Faz cinco anos e nunca vi uma semana tão quente quanto essa”, comenta. Se por um lado está incomodado, viu as vendas subirem de R$ 100 para R$ 250 por dia.

O forte calor pegou de surpresa quem voltou para Mato Grosso do Sul, como a pedagoga Claudinéia Faustino Moreira, 31 anos, que há dois morava em Santa Maria (RS). “É o primeiro contato com o calor de verdade”. Para diminuir o impacto da temperatura ela diz usar roupas claras, consumido líquidos e banhos para refrescar.

Quem também está contente com o calor é o vendedor de água de coco Manoel Nonato, 58 anos. “Num dia normal vendo de 10 a 20 copos e estou vendendo de 30 40 copos”, contou.

Natálio conta que o índice de calor é afetado pela baixa umidade do ar, que sem partículas de água não consegue diminuir a temperatura. “É como o motor de um carro que precisa do radiador para resfriar”, explica. O índice de calor é a versão da sensação térmica para quando a temperatura sobe.

Interior – No interior, o índice de calor chegou a 46°C em Corumbá, enquanto a temperatura chegou a 43°C, três graus centígrados abaixo do apontado no termômetro.  

Porto Murtinho e Caracol registraram temperaturas de 41°C e índice de 45°C, segundo mais alto desta terça-feira.

O índice também foi alto e incomodou quem mora em Coxim,Sonora, Pedro Gomes, Cassilandia, Juti e Deodápolis. Nesses locais a sensação era de que a temperatura estava em 44°C.



O nobre meteorologista só esqueceu de comentar sobre um fator também determinante para a formação de ilha de calor a baixa circulação atmosférica (ventos) causado pela verticalização bastante presente em Campo Grande.
 
Professor Henrique Mamedes em 31/10/2012 10:58:38
Qualquer dia MS pega fogo... Do jeito que anda o calor, Campo Grande esta sendo privilegiada por chgar aos 40 graus
 
Helen Rangel em 31/10/2012 10:57:55
a ilha de calor vai ser na prefeitura agora. Vais esquentar muito os atritos entre os vereadores da oposição e o Bernal.
 
Gilberto DIAS em 31/10/2012 08:20:14
E vamos derrubar, árvores, Campo Grande!!
Era moleque em 1989 e lembro-me bem da diferença que era o centro da cidade naquela época e atualmente: hoje, praticamente não há mais árvores na área central. Fora a Afonso Pena e algumas ruas internas ao quadrilátero central, não existem mais árvores pelo centro. Nalgumas há apenas o toco, noutros locais, só um sinal de que um dia existiu uma árvore. É por isso que não consigo acreditar que ainda hoje digam que Campo Grande é a cidade mais arborizada do país. Pode ser uma das 200 ou 500 mais arborizadas, mas não a campeã. E se for mesmo, onde estão essas árvores -fantasma?
 
Franz D. Silva em 31/10/2012 08:16:33
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