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Economia

Crédito de R$ 4 bilhões exigirá ações de acessibilidade de companhias aéreas

Norma prevê plano de acolhimento a viajantes com autismo e metas de solução de reclamações

Por Kamila Alcântara | 10/03/2026 13:54
Crédito de R$ 4 bilhões exigirá ações de acessibilidade de companhias aéreas
Normas de segurança e acessibilidade de homem que precisa usar cadeira de rodas (Foto: Reprodução)

Companhias aéreas que pretendam acessar empréstimos com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) terão de assumir compromissos ligados à acessibilidade e inclusão de passageiros. A regra foi publicada pelo MPOR (Ministério de Portos e Aeroportos) no Diário Oficial da União desta terça-feira (10).

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O Ministério de Portos e Aeroportos estabeleceu novas regras para companhias aéreas que desejam acessar empréstimos do Fundo Nacional de Aviação Civil, totalizando R$ 4 bilhões. As empresas deverão assumir compromissos relacionados à acessibilidade e inclusão de passageiros.Entre as exigências estão a participação no programa "Asas para Todos" da ANAC, elaboração de plano para acolhimento de passageiros com TEA, manutenção de índice de solução de reclamações acima de 85% e metas de diversidade, como participação feminina superior a 35% em cargos de direção.

A resolução faz parte da política de concessão de até R$ 4 bilhões em financiamento reembolsável para empresas que operam voos domésticos regulares no país. Para ter acesso ao crédito, as companhias deverão assumir ao menos duas contrapartidas previstas pelo governo.

Entre elas está a participação no programa “Asas para Todos”, da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que reúne iniciativas voltadas a passageiros com deficiência ou necessidades específicas.

Pela norma publicada no Diário, as empresas que aderirem ao programa terão de participar de ações como a Premiação Anual de Acessibilidade, iniciativa que reconhece boas práticas de atendimento a passageiros com deficiência no setor aéreo.

Outra exigência é a elaboração de um Plano de Ação para acolhimento de passageiros com TEA (Transtorno do Espectro Autista), com medidas para reduzir barreiras durante o embarque, a permanência no aeroporto e o voo.

As companhias também deverão apoiar o projeto “Voar é para todos – Dia de Promoção da Aviação Inclusiva”, voltado à preparação e adaptação de pessoas com deficiência para a experiência de viajar de avião.

Além da agenda de acessibilidade, a resolução prevê metas relacionadas ao atendimento ao consumidor. As empresas que solicitarem financiamento deverão manter índice de solução de reclamações superior a 85% em plataforma oficial da ANAC.

O texto também inclui medidas de diversidade no setor aéreo. As companhias poderão comprovar participação feminina superior a 35% em cargos societários ou de direção, ou oferecer bolsas de formação profissional na área de aviação para pessoas de baixa renda, reservando ao menos metade das vagas para mulheres.

Segundo a resolução, as contrapartidas assumidas pelas empresas serão consideradas pelo governo em futuras operações de crédito com recursos do FNAC, fundo utilizado para financiar projetos de desenvolvimento da aviação civil no país.

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