Dourados autoriza concessão de aeroporto para economizar R$ 6 milhões/ano
Medida permite inclusão de aeródromo regional no pacote lançado pelo governo federal
O Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados, vai ser incluído no pacote de concessões lançado recentemente pelo governo federal. A autorização para o Ministério dos Portos e Aeroportos fazer a inclusão foi assinada pelo prefeito Marçal Filho (PSDB).
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Atualmente, a gestão do aeroporto é feita pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) através de contrato firmado com o município. Com a concessão, a prefeitura espera economizar pelo menos R$ 6 milhões por ano.
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“Minha missão no primeiro ano de gestão era reativar os voos comerciais depois de mais de 4 anos de aeroporto fechado. Superado esse desafio, entendi que não faria sentido continuar gastando recursos do município para manter o aeroporto, por isso autorizei a concessão”, explicou o prefeito.
Em setembro de 2025, a Latam retomou os voos entre Dourados e o Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos), inicialmente com três frequências semanais. No domingo (8), a companhia dobrou o número e agora só não tem voo às quartas-feiras. A partir de abril, no entanto, a rota passará a ter operação diária.
“Importante dizer que a proposta de concessão faz parte de um pacote que envolve o Aeroporto Internacional de Brasília e que deixará todos os aeroportos de Mato Grosso do Sul em poder da iniciativa privada”, disse Marçal Filho. “Hoje, o Aeroporto Internacional de Campo Grande e o Aeroporto Internacional de Ponta Porã já são concessões e a proposta do governo federal é passar os aeroportos de Dourados, Bonito e Três Lagoas também para a iniciativa privada”, completou.
Além de melhorias para os passageiros, a concessão vai gerar economia ao cofre municipal. Em 2025, a prefeitura destinou R$ 3,9 milhões em recursos próprios para manter o contrato com a Infraero. A estimativa é de que o valor seja quase o dobro em 2026, já que o gasto mensal aumentou consideravelmente após a retomada dos voos comerciais.
“Temos necessidades na educação, na saúde, na infraestrutura e não podemos seguir gastando mais de R$ 6 milhões do contribuinte com administração do aeroporto, mesmo porque esse não é papel da prefeitura”, afirmou Marçal Filho. “Nossa missão já foi cumprida, que era recolocar Dourados na rota da aviação comercial”.
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