Estado forma 447 policiais civis para reforçar a segurança em MS
Novos investigadores e escrivães concluem formação na Acadepol e passam a atuar em delegacias

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul passa a contar com 447 novos policiais civis. São 330 investigadores e 117 escrivães formados na noite desta sexta-feira (12), em Campo Grande, após a conclusão do Curso de Formação Policial 2026 da Acadepol (Academia de Polícia Civil Delegado Júlio César da Fonte Nogueira).
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Os novos servidores concluíram todas as etapas da formação e devem ser distribuídos em unidades da instituição em diferentes regiões do Estado. O grupo integra o concurso público realizado em setembro de 2025, que teve cerca de 26 mil candidatos inscritos.
A cerimônia reuniu autoridades, familiares e convidados. Durante o evento, representantes do governo estadual e da cúpula da segurança pública defenderam que a chegada dos novos policiais deve ampliar a capacidade de investigação, atendimento à população e atuação no enfrentamento à criminalidade.
Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, afirmou que a redução dos índices de criminalidade em Mato Grosso do Sul é resultado de planejamento, integração entre as forças de segurança e atuação dos profissionais da área. Ele também orientou os formandos a exercerem a função com firmeza, ética e respeito ao cidadão.

O secretário da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Antonio Carlos Videira, que também passou pela Acadepol/MS, disse que os novos policiais levarão a presença do Estado a momentos difíceis da vida da população. Segundo ele, a missão vai além do conteúdo aprendido na academia e continuará sendo construída no cotidiano da carreira.
O delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lucio, cobrou dedicação, honestidade, lealdade e senso de pertencimento dos formandos. Ele também destacou a necessidade de empatia no atendimento nas delegacias, lembrando que, em muitos casos, a população chega à Polícia Civil em situação de vulnerabilidade.
A formação durou 137 dias, de 27 de janeiro a 12 de junho de 2026, com 810 horas-aula. A carga horária incluiu 608 horas em regime acadêmico de semi-internato, 82 horas de estágio supervisionado em plantão policial e 120 horas de estágio em expediente.

Ao todo, a matriz curricular teve 66 disciplinas, distribuídas em oito turmas. Alfa, Brava, Charlie, Delta, Echo e Fox foram destinadas aos investigadores. Golf e Hotel reuniram os escrivães.
O curso abordou investigação criminal, técnicas operacionais de campo, procedimentos investigativos, crimes cibernéticos, coleta de evidências eletrônicas e uso de ferramentas tecnológicas. Também foram incluídos conteúdos sobre ética, direitos humanos, legalidade e proporcionalidade.
A capacitação tratou ainda de desafios específicos de Mato Grosso do Sul, como a segurança em regiões de fronteira e os impactos logísticos e econômicos ligados à implantação da Rota Bioceânica.

Segundo a diretora da Acadepol/MS, delegada Rôzeman Geise Rodrigues de Paula, a formação buscou aprimorar habilidades técnicas e reforçar o compromisso ético e institucional dos novos policiais com a sociedade.
Também participaram da solenidade o secretário da SAD (Secretaria de Estado de Administração), Roberto Gurgel; o vice-presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), desembargador Eduardo Machado Rocha; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Frederico Reis Pouso Salas; o diretor do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), coronel Wilmar Fernandes; o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Júnior; a comandante do 1º BPM (1º Batalhão da Polícia Militar), tenente-coronel Cleide Maria; e o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), José Nascimento Sobrinho.
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