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Capital

Estelionatários tentam extorquir familiares de pacientes do HU

O Hospital Universitário atende 100% pelo SUS e não faz nenhum tipo de cobrança por consultas

Por Viviane Oliveira | 19/05/2022 10:55
Fachada do Hospital Universitário em Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Fachada do Hospital Universitário em Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Familiares e acompanhantes de nove pacientes internados no CTI (Centro de Terapia Intensiva) Adulto do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) receberam mensagens através do aplicativo WhatsApp de uma pessoa se passando por funcionário do hospital e cobrando valores entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para a realização de tomografia computadorizada.

O Hospital Universitário atende 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e não faz nenhum tipo de cobrança por consultas, exames, atendimentos e cirurgias.

Os golpistas usaram a mesma tática com familiares e acompanhantes, alegando que o paciente teve uma piora no quadro de saúde, sofreu uma hemorragia e precisa ser submetido com urgência a uma tomografia computadorizada. Que para isso, a família precisa fazer uma transferência via Pix para a conta de um dos golpistas.

Perfil que os estelionatários usam para mandar mensagens aos parentes de pacientes. (Foto: Direto das Ruas)
Perfil que os estelionatários usam para mandar mensagens aos parentes de pacientes. (Foto: Direto das Ruas)

“Esse golpe é desumano duplamente, porque a família fala ‘A gente pode até não ter esse dinheiro, mas a gente arruma, mas ontem, ele estava bem, e hoje está com uma hemorragia interna’.

Ou seja, a família fica angustiada pensando como conseguir o dinheiro e preocupada com a saúde do paciente que supostamente teria piorado. É duplamente uma crueldade”, explica a enfermeira responsável técnica do CTI Adulto, Sabrina Ferreira Furtado Magrin.

A conta de WhatsApp dos golpistas é ilustrada com a foto de um médico que não trabalha no Hospital Universitário, que pode ter sido tirada de algum banco de imagens ou perfil de redes sociais.

Segundo o hospital, os pacientes, familiares e acompanhantes são alertados constantemente pelos funcionários de que nada é cobrado e que informações jamais são solicitadas por meio de aplicativos ou redes sociais.

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