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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

07/03/2014 20:31

Estudante envolvido em racha na Duque de Caxias será julgado na 2ª feira

Zana Zaidan

Acusado por participar de um racha na Avenida Duque de Caxias, em março do ano passado, o estudante Ryan Douglas Wehner Vieira vai à julgamento na segunda-feira (10). A suposta disputa teria causado um acidente e o motorista do segundo carro, Marcos Vinicius de Abreu, de 22 anos, morreu. Ryan está preso e aguarda a decisão da Justiça.

A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande decide se Ryan vai responder pelos crimes de homicídio com perigo comum (artigo 121, § 2º, inciso III), tentativa de homicídio com perigo comum (artigo 121, § 2º, inciso III c.c o artigo 14, inciso II) - ambos do Código Penal - e participação de disputa automobilística não autorizada em via pública (artigo 308 do Código de Trânsito).

Conforme a denúncia, Ryan dirigia um veículo Citröen C3 sob efeito de álcool e participava do racha quando colidiu com o VW Polo das vítimas, o que ocasionou a morte de Marcos Vinicius e deixou a namorada dele, Letícia Souza dos Santos, em estado grave. Com isso, ele teria exposto outras pessoas a risco de morte ao dirigir alcoolizado, em alta velocidade e participando de um racha. 

Defesa - A defesa pediu pela desclassificação do crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, a impronúncia do réu por falta de prova técnica e fundamentos de sua participação no crime, e o reconhecimento da inexistência do delito de participação de disputa automobilística não autorizada em via pública.

A sustentação é de que Ryan não dirigia sob o efeito de álcool, não tentou evadir-se do local e prestou toda a assistência necessária. Pediu ainda pela revogação da prisão preventiva do acusado.

Ao analisar as provas apresentadas nos autos, o magistrado observou que houve excesso de velocidade nas principais avenidas da Capital, e que o réu participou do racha sob efeito de álcool. Sob todas as alegações, o juiz frisou que não cabe a ele decidir e sim ao juízo natural da causa, ou seja, o Conselho de Sentença.

Com relação à qualificadora, o juiz entendeu que ela deve ser mantida, uma vez que, “em tese, Ryan expôs a risco a vida de outras pessoas além das vítimas ao conduzir o seu veículo sob o efeito de álcool, em alta velocidade e participando de um “racha”, tanto que o seu veículo adentrou na faixa reservada dos pedestres”. Assim, o magistrado pronunciou o réu nos termos da denúncia.



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