A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

05/06/2019 11:55

Ex-auditor é condenado por simular 44 vistorias enquanto lucrava como médico

Segundo o MPF, na prática, restavam-lhe 16 horas para o trabalho de auditor, que exige dedicação exclusiva de 40 horas semanais

Aline dos Santos
Justiça Federal condenou médico e ex-servidor a seis anos. (Foto: Henrique Kawaminami)Justiça Federal condenou médico e ex-servidor a seis anos. (Foto: Henrique Kawaminami)

Denunciado por simular 44 fiscalizações em empresas de Mato Grosso do Sul, Guilherme Maldonado Filho, ex-auditor fiscal do Trabalho, foi condenado pela Justiça Federal a seis anos de prisão em regime semiaberto.

A condenação é pela inserção de dados falsos no Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego. Enquanto o sistema informava as fiscalizações, ele, que também é médico, cumpria agenda em clínica e na Santa Casa de Campo Grande.

De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), o então auditor simulou fiscalizações em 44 empresas, no período de julho de 2010 a abril de 2013, com objetivo de encobrir ausências ao serviço, enganar superiores e manter a aparência de estar em dias com os deveres de servidor público.

A investigação revelou que ele cumpria, no mínimo, 24 horas semanais de trabalho como médico e empresário, embora o cargo de servidor exigisse dedicação por 40 horas semanais, sendo vedado o exercício de outra atividade remunerada incompatível. Na prática, restavam-lhe 16 horas para o trabalho de auditor.

Segundo a denúncia, a escala médica incluía atendimento em sua clínica particular (às segundas, quartas e sextas); na Clinica Angiocentro, da qual era sócio (às segundas, terças, quintas e sextas); e na Santa Casa, com plantão semanal de 24 horas às quartas-feiras.

Guilherme Maldonado Filho respondeu a processo administrativo disciplinar no Ministério do Trabalho e Emprego e foi demitido. A apuração mostrou que as fraudes incluíam escolher empresas com poucos funcionários, em lugares ermos e endereços inexistentes.

A condenação foi no mês de abril e determinada em ação penal que tramitou na 5ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande. O MPF recorreu ao TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) para aumentar a pena.

O médico também recorreu da sentença e continuará respondendo ao processo em liberdade. Na ação penal, a defesa argumentou que as provas não foram colhidas sob o crivo do contraditório e pedia desclassificação das condutas.

Na área cível o MPF pede condenação por improbidade administrativa e ressarcimento dos danos aos cofres públicos. A reportagem não conseguiu contato com a defesa e nem com o médico.

Após lançar maconha na Máxima, dupla é perseguida e presa pela polícia
Dois homens, de 27 e 29 anos, foram presos nesta segunda-feira (14) após jogarem tabletes de maconha por cima do muro do presídio de segurança máxima...
Adolescente de 16 anos é apreendido com 95 papelotes de droga no Tiradentes
Um adolescente, de apenas 16 anos, foi preso ao ser flagrado com 95 papelotes de cocaína no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Os policiais civis d...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions