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Capital

Ex-funcionária de cinema denuncia assédio sexual e moral de supervisor

Jovem de 23 anos entrou na justiça com pedido de rescisão indireta e danos morais pelos transtornos causados

Ana Paula Chuva e Izabela Cavalcanti | 06/09/2022 14:59
Fachada da entrada da rede Cinépolis, onde jovem trabalhou por dois meses. (Foto: Arquivo)
Fachada da entrada da rede Cinépolis, onde jovem trabalhou por dois meses. (Foto: Arquivo)

Jovem de 23 anos, procurou a Justiça para denunciar um caso de assédio sexual e moral praticado por um supervisor da rede de cinema Cinépolis. A vítima trabalhou na filial de Campo Grande de junho a agosto deste ano e em setembro entrou com pedido de rescisão indireta.

Conforme Luiz Felipe Villagra, advogado da vítima, a jovem procurou a Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher) para registrar um boletim de ocorrências no dia 29 de agosto, onde teria sido orientada a procurar o Ministério Público para denunciar os assédios que começaram assim que ela entrou na empresa.

“Ela contou que desde o primeiro dia na empresa começaram os assédios. Foram olhares, elogios e piadinhas, até que ele começou a abordá-la em locais onde havia pontos cegos das câmeras. Ela procurou a Deam e foi orientada a denunciar no Ministério Público”, disse Villagra ao Campo Grande News.

Ainda segundo o relato da vítima ao advogado, na mesma semana o então supervisor, teria conseguido o telefone da jovem e começou a enviar mensagens. Além disso, ele teria ainda invadido o banheiro feminino onde a vítima estava para chamá-la.

“Ela diz que várias pessoas tem conhecimento disso e viram os assédios, mas por serem subordinadas fica complicado se envolver. Ela desenvolveu crise de ansiedade, de pânico, alérgica e até renal. Está fazendo tratamento psicológico com medicamentos”, afirmou o advogado.

Diante de todo o transtorno causado, a jovem entrou com uma ação na Justiça por danos morais e pedido de rescisão indireta, que é o pagamento das verbas indenizatórias e rescisórias.

“É uma ação trabalhista que inclui assédio sexual e moral. Demos entrada no dia 1º de setembro. Ela tentou relatar ao gerente geral e ele disse que seriam tomadas providências, mas diante dos acontecidos ela acabou não indo mais trabalhar, por isso o pedido de rescisão indireta”, finalizou o advogado.

Em resposta, a assessoria do Cinépolis disse que não foram notificados sobre o ocorrido "Não fomos notificados por esse ou qualquer outro processo, sendo assedio, trabalhista ou outros, mas vamos averiguar a situação. Caso venhamos a receber, nos posicionaremos imediatamente pois nossos valores não compactuam com qualquer tipo de assédio, em hipótese alguma", comunicou.

* Matéria atualizada para acréscimo de informações às 08h40min, de sexta-feira

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