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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

06/12/2010 13:06

Zeolla vai a júri popular por assassinato de sobrinho

Aline dos Santos e Márcio Breda
A sentença de pronúncia foi definida nesta segunda-feira, após o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, ouvir o depoimento de Zeolla. (Foto: Arquivo)A sentença de pronúncia foi definida nesta segunda-feira, após o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, ouvir o depoimento de Zeolla. (Foto: Arquivo)

O procurador aposentado do MPE (Ministério Público Estadual), Carlos Alberto Zeolla, vai a júri popular pela morte de Cláudio Alexander Joaquim Zeolla, sobrinho do acusado.

Caberá também ao júri decidir se Zeolla tinha ou não consciência do ato criminoso. Ele será julgado por homicídio doloso com motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de crime de entregar direção de veículo automotor a pessoa sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O julgamento deve ser realizado entre fevereiro e março de 2011.

A sentença de pronúncia foi definida nesta segunda-feira, após o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, ouvir o depoimento de Zeolla. A audiência durou três horas e meia.

De acordo com o advogado de defesa Ricardo Trad, Zeolla se mostrou resignado diante da notícia de que enfrentará um júri popular. “Era como se já soubesse que isso fosse acontecer”, relatou Trad.

Como nas demais audiências, em que foram ouvidas testemunhas de defesa e acusação, a imprensa foi barrada. Garcete afirmou ser “defensor da publicidade e divulgação da informação”, mas impediu a entrada dos jornalistas porque as audiências revelariam detalhes do problema psicológico do acusado. “Iria expor demais”.

Vingança- Conforme Trad, Zeolla apresentou diversos documentos durante o depoimento. Ele levou 13 laudos médicos indicando problemas psicológicos e relatou, inclusive, que foi internado em 2005 na Clínica Carandá, onde recebe tratamento atualmente.

Zeolla também levou provas de que ajudou financeiramente o sobrinho, além de auxílio para que Cláudio conseguisse empregos. Ainda segundo Trad, Zeolla se disse muito arrependido e que jamais cometeria o crime se pudesse voltar atrás.

“Apesar de ter sido motivado por irresistível sentimento de vingança e levado pelas emoções”, defende Trad. O motivo teria sido uma agressão de Cláudio ao pai de Zeolla, Américo Zeolla, de 87 anos.

Com base neste argumento, o advogado cogita recorrer contra a qualificadora de motivo torpe. “A vingança não é motivo torpe, envolve a emoção do acusado”.

Loucura - Caberá aos jurados decidir se Zeolla é imputável. Para Trad, isso pode favorecer o acusado. “Na dúvida, vai votar a favor do réu”, analisa.

No processo, dois laudos avaliaram a sanidade mental do procurador. O primeiro conclui que o procurador sofre de transtorno bipolar, mas tem consciência sobre o ato criminoso.

O segundo, elaborado por Guido Palomba, indica que Zeolla é semi-imputável, ou seja, tem consciência parcial de seus atos, e apresenta alta periculosidade social.

Caso - Zeolla é acusado de matar o sobrinho Cláudio Zeolla em 3 de março do ano passado, em frente a uma academia de ginástica, na rua Bahia, em Campo Grande. O procurador esperou pelo sobrinho dentro de seu carro, um Fiesta, que era conduzido por um menor de idade.

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QUEM DA A VIDA E DEUS, QUEM TEM Q TIRA E ELE TBM,NAO ESPERO A JUSTIÇA DO HOMEM MAS SIM A DEUS, COMO ELE JA FEZ ACHO Q TD Q ELE TA PASSANDO JA E UMA JUSTIÇA DIVINA ESPERO Q ELE SE RECUPERE DE TD ISSO Q TA PASSANDO E Q DEUS TENHA PIEDADE DELE E DA FAMILIA DELE
 
ELIZANGELA DE SOUZA em 14/12/2010 02:34:10
...Força Tio... esses palhaços acham q o Brasil é um circo... intaum tem um velho ditado: "Os incomodados que se mudem"... vão cuidar da vida de vcs... se ele vai a júri popular é pq a verdadeira justiça será feita, sem previlégios... qm sabe se um dia acontecer algo parecido na família deles, eles vão enxergar de outra maneira... Nós pensamos q tal ato nunca irá acontecer em nossa família, mas qdo acontece tentamos entender os 2 lados da vida...
Estamos com vc sempre...
 
Carlos Zeolla em 13/12/2010 12:58:33
Quem ja viu este homem trabalhando em um tribunal do Júri, não imaginava que era passível de cometer uma barbaridade como esta. Tantas e tantas vezes trabalhou acusando culpados e inocentes, as vezes cometendo injustiça, mas por sede de justiça fazia, e fazia da melhor maneira possível.
Acontece que, o agora Réu, esqueceu que as tipificações penais descritas no Código Penal Brasileiro valeria tambem para ele!!!!
Por manobra erronea, aposentaram o Membro do M.P, e esqueceram, que agora se trata de crime comum, julgado do Tribunal do Júri. Agora estão tentando dizer que ele tem problemas psiquiátricos....Como uma pessoa que foi promovido a 3 anos para Procurador tem problemas psiquiatricos???? Será que ele não tinha esses problemas quando acusou outras pessoas? Será que todas suas decisões serão anuladas, afinal sua higidez mental, segundo seus advogados, não é das melhores.
 
João Carlos em 07/12/2010 09:04:49
Todos nós estamos sujeitos a isso. Montesquieu (Filósofo francês), ainda no séc. XVIII já dizia, que o ser humano é um ser sensível e por isto está sujeiro às paixões e consequentemente ao errro. Todos aqueles que agem com emoção deixando a razão cometerão algum tipo de erro, seja ele grave ou não. Zeolla vai pagar, na verdade já está pagando. Matar não enobrece ninguém. A própria indiferença da sociedade já é um castigo.
O Código Penal brasileiro em seu art. 28 reza que a emoção e a paixão não excluem o crime. Já o parágrafo único do art. 26 diz que, se o agente em virtude de pertubação de saúde mental, não era totalmente capaz de entender seus atos a pena poder ser reduzida. A regra é para todos, independentemente de qualquer coisa. No entanto, os hipossuficientes na forma da lei, sobram aprejudicados por ineficiência ou ausência do Estado Defensor (Defensoria Pública). Cabe ao povo escolher melhor os governantes e exigir deles uma Defensoria bem aparelhada com órgãos suficientes para atender a todos.
Só assim teremos os mesmos privilégios. Reclamar é fácil, o difícil é trocar a cesta básica ou material de construção por um voto consciente e imparcial.
Arivan Silveira
Acadêmico de Direito e Estagiário
 
Arivan Silveira em 07/12/2010 07:55:31
Matou tem que pagar pelo que fez, se fosse pobre já estaria na cadeia, porque é procurador fica em clinica psiquiatra, não tem nada de maluco é conversa fiada,
tá arrependido porque esta respondendo processo,cadeia nele.
 
Celso Santos em 07/12/2010 06:46:26
"O procurador aposentado do MPE", essa frase é vergonhosa para nossa sociedade, deveria ser assim : "O ex-procurador exonerado do MPE", pois a nossa justiça não deveria ter um assassino como membro na sua folha de pagamento, agora vem esses advogados questionarem se ele teria ou não consciência de um ato criminoso, se fosse aquele cidadão da periferia, toda sociedade estaria dizendo "marginal deveria morrer na cadeia". Nosso Brasil !
 
edson moreira em 06/12/2010 07:08:46
Eu acho que ele como magistrado que era não poderia cometer um clime, como esse e seu maior erro foi quando deu seu carro para um menor de idade para dirigir na sua fuga
 
Carlos Silva em 06/12/2010 04:40:20
Inadmissível a conduta de nosso procurador, é triste a situação. Deveríamos ter penas bem mais severas para tal situação, e ainda cabe a este sujeito direito à aposentadoria, mesmo acabando com a vida de outro ser humano. Mas, afinal moramos em um país que é um verdadeiro circo.
 
moises santos em 06/12/2010 04:29:57
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