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Capital

Família de homem morto em acidente acusa motorista de dirigir a 160 km/h

Batida aconteceu na noite de segunda-feira em Campo Grande; Carlos morreu na hora ao atingir muro

Por Ana Paula Chuva | 15/05/2024 14:08
Carlos (de preto) junto com a esposa, a nora, Guilherme e o filho de 14 anos (Foto: Direto das Ruas)
Carlos (de preto) junto com a esposa, a nora, Guilherme e o filho de 14 anos (Foto: Direto das Ruas)

A família de Carlos Augusto Queiroz, 53 anos, quer que o condutor do Ford Ka envolvido no acidente que vitimou o motorista seja responsabilizado pela morte.  Carlos dirigia uma picape Corsa, quando foi atingido pelo outro veículo e bateu no muro, na madrugada de segunda-feira (13), no Bairro São Jorge da Lagoa. Segundo a família, a colisão foi provocada pelo Ford Ka, que estava muito acima da velocidade permitida na vida.

Ao Campo Grande News, um dos filhos de Carlos pediu justiça pelo pai. Segundo ele, Carlos voltava para casa e chegou a para na placa de preferencial, antes de continuar o trajeto e ser atingido pelo carro.

“Estão dizendo que ele invadiu a preferencial, mas no vídeo mostra que ele parou. Uma motocicleta vira e ele segue porque achou que dava tempo porque o carro estava há umas duas quadras dele, só que o Ford Ka estava vindo em uma velocidade muito acima do permitido. Tanto é que o painel travou em 160 km/h numa via em que a velocidade é 50 km/h”, disse Guilherme Gomes Queiroz, 22 anos.

Segundo ele, Carlos era autônomo e estava saindo da casa de um amigo. “Ele estava a 100 metros de onde aconteceu o acidente, na casa de um amigo na quadra de baixo e ia para casa que fica a uns 800 metros dali. Ele vivia a vida dele normalmente e estava sempre fazendo as correrias dele para dar o melhor para nossa família”, contou o rapaz que tem uma loja de móveis usados.

O filho mais novo de Carlos, adolescente de 14 anos, foi o primeiro a chegar no local do acidente. De acordo com o Guilherme, o menino e a mãe dos dois estão muito abalados e choram muito por conta da morte repentina do homem.

“Ele era conhecido por todos aqui na região. Sempre foi muito querido. O motorista do outro carro tem que ser responsabilizado civil e criminalmente, vamos atrás de justiça. Foi salvar a filha dele e matou meu pai. Ainda recusou o bafômetro na hora”, finalizou Guilherme.

Acidente - A batida aconteceu por volta das 23h30. Vídeo de câmera de segurança mostra o momento em que os veículos se chovam e a picape de Carlos é arremessada contra o muro. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima seguia pela rua Rio Dourado e o Ford Ka pela Rua Fátima do Sul.

Os veículos foram arrastados por aproximadamente 20 metros. Outra gravação, mostra que antes de ser atingido, Carlos parou no cruzamento para que uma motocicleta fizesse a conversão para acessar a Rua Rio Dourado. Em seguida, ele continua o trajeto e a batida acontece. (Veja abaixo).

O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Os ocupantes do Ford Ka tiveram fraturas expostas e foram levados para atendimento médico na Santa Casa da Capital. Ambos os veículos foram recolhidos ao pátio do Detran. O muro da casa que foi atingida pelos carros ficou destruído.

À reportagem, a tia do motorista do Ford Ka contou que ele seguia para unidade de saúde porque a filha de 1 ano havia convulsionado. A menina estava na cadeirinha e não teve ferimentos. A família se propôs a arcar com os custos do muro destruído.



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