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Capital

Família de jornalista assassinado diz que espera Justiça para o caso

Por Marcus Moura | 28/12/2016 10:42
Nicodemos Moura Rodovalho de Alencar, 53 anos, jornalista e ex-escrivão da Polícia Civil. (Foto: Divulgação/Facebook)
Nicodemos Moura Rodovalho de Alencar, 53 anos, jornalista e ex-escrivão da Polícia Civil. (Foto: Divulgação/Facebook)

A família do jornalista Nicodemos Moura Rodovalho de Alencar, 53 anos, assassinado com um tiro na cabeça na manhã de terça-feira (27), no Bairro Nova Lima, norte de Campo Grande, espera justiça para o caso. João Rodrigues Lopes, de 59 anos, foi preso horas depois do crime, na casa de um amigo que usava como esconderijo. “Queria dar um susto nele e acertei”, afirmou o assassino confesso.

Durante o velório na manhã desta quarta-feira (28), Marcelo Moura Rodovalho de Alencar, irmão da vítima, contou que Nicodemos era uma pessoa tranquila e sem inimigos. Morava e cuidava da mãe, de 84 anos, e mais dois filhos, de 12 e 8 anos.

“Ele era um bom filho, um bom pai, cuidava da nossa mãe e das crianças. Somos vizinhos de frente, nunca tivemos problema, ele era uma boa pessoa”, descreve o irmão.

Marcelo conta que a mãe está muito abalada e não conseguiu retornar para o velório. “Na segunda-feira, nós conversamos à noite, ele tinha acabado de fazer a janta para minha mãe”, acrescenta ele.

O velório do jornalista foi realizado em uma capela na Rua 13 de Maio. (Foto: Fernando Antunes)
O velório do jornalista foi realizado em uma capela na Rua 13 de Maio. (Foto: Fernando Antunes)

Marcelo não soube dizer quem vai cuidar das duas crianças após a morte do irmão. Sobre o assassinato, o sobrinho de Nicodemos, Kristofer Pachelli Alencar, disse que depois do velório os familiares irão até a delegacia atrás de mais informações sobre a investigação.

Kristofer disse que o tio ajudava a “pivô” do assassinato, identificada como Francilene, de 19 anos, a criar o filho que tem tem com o autor do assassinato, João Rodrigues Lopes. “Ao contrário do que as pessoas comentaram, ela já não se relacionava mais com o João Rodrigues, e o meu tio também era solteiro. Ele auxiliava ela financeiramente para ajudar na criação do menino que nem era filho dele. Queremos que os culpados sejam punidos”, relata.

Acusações – Sobre as acusações de estupro, Kristofer ressalta que o tio foi absolvido pela Justiça. Em 2011, o então escrivão policial foi preso em flagrante por conta das acusações.

No início de 2012, acabou absolvido da acusação de estupro. Mesmo diante da absolvição, em 27 de fevereiro de 2012 foi expulso da Polícia Civil.

Uma das justificativas da corporação para a demissão foi que o policial "valeu-se de sua qualidade de servidor policial civil, para melhor desempenhar atividades estranhas ou incompatíveis às funções, ou para lograr proveito direta ou indiretamente, por si ou interposta por pessoa, em detrimento da dignidade do cargo ou função", conforme o artigo 164 da Lei Orgânica da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Emboscada e morte - Nicodemos morreu depois de levar um tiro na cabeça, durante uma emboscada no Bairro Nova Lima, região Norte de Campo Grande. Testemunhas contaram que João Rodrigues Lopes pediu para Francilene ligar para Nicodemos e convidá-lo para ir a um bar. Ao chegar no local e perceber que corria perigo, a vítima tentou fugir, mas foi perseguido e morto.

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