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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

10/01/2013 10:23

Família de vítima da dengue diz que houve omissão no atendimento

Paula Vitorino e Luciana Brazil
O filho Luiz (de camiseta azul) e a irmã Janete afirmam que família irá processar Estado e Prefeitura por negligência no atendimento. (Foto: Rodrigo Pazinato)O filho Luiz (de camiseta azul) e a irmã Janete afirmam que família irá processar Estado e Prefeitura por negligência no atendimento. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Familiares da primeira paciente morta por dengue neste ano, Vanderléia de Souza Oliveira, 45 anos, afirmam que houve negligência no atendimento do posto de saúde Vila Almeida e no Hospital Regional. A família informou que irá processar Prefeitura e Estado pelo descaso no socorro, que eles acreditam, provocou a morte de Vanderléia.

Eles afirmam que a mulher morreu no pronto-socorro do HR, sem receber atendimento, mesmo tendo sido encaminhada da unidade de saúde pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em estado grave.

“Viram ela gritando de dor e diziam que não podiam atender porque ela estava sem documento”, relata com indignação a sobrinha, Gislaine Oliveira de Araújo, de 29 anos.

O filho de Vanderléia, André Luis Oliveira Pereira, de 23 anos, diz que a mãe chegou ao Hospital por volta das 17h de segunda-feira (7) e permaneceu no pronto-socorro, sem atendimento, até às 19h10, quando morreu.

O atendimento foi negado, segundo os familiares, porque a mulher foi encaminhada do posto de saúde sem os documentos pessoais. O filho, que aguardava na recepção, ao ser comunicado voltou imediatamente ao posto, mas antes de retornar ao Hospital a mãe morreu.

Ele afirma que deixou os documentos da mãe junto com ela, quando a paciente estava na maca do posto de saúde. Mesmo assim, a paciente foi transferida pelo Samu sem os documentos e o prontuário médico.

Vanderléia já tinha sido atendida no posto de Saúde duas vezes. A série de descasos e a peregrinação em busca de atendimento começaram na manhã de sábado (5).

“Ela estava se sentindo mal e levamos para o posto de manhã, mas só foi atendida à tarde. O posto estava um caos e o médico receitou soro e dipirona”, conta o filho.

Em casa, Vanderléia apresentou aparente melhora no domingo, mas na madrugada de segunda-feira começou a sentir fortes dores no corpo, na barriga e nas costas.

“Chegamos ao posto no início da manhã e só às 14h ela foi atendida. A médica viu o estado grave e já pediu o encaminhamento pro HR, mas ela só chegou no hospital por volta das 17h”, diz o irmão Carlos Alberto Souza, de 49 anos.

“Eu ainda tentei explicar o estado da minha irmã, que não conseguia nem falar de tanta dor, mas o médico mandou eu ficar quieto e esperar do lado de fora”, acrescenta.

Indignação – Os familiares vão entrar com ação contra a Prefeitura por descaso e contra o Estado devido o HR ter negado atendimento.

Na certidão de óbito entregue pelo Hospital à família, consta como causa morte: parada cardiorrespiratória e falência múltipla de órgão de causa básica a esclarecer. A certidão tem o nome de um médico, mas não está assinada. Ainda consta que a paciente teve “convalescia de tratamento de câncer”.

Vanderléia já tinha feito tratamento contra câncer no útero, mas a família diz que há pelo menos 2 anos ela só fazia acompanhamento para prevenção e que todos os exames davam negativo para a doença.

“Eu fico pensando se nosso pai, que tem 85 anos, tiver dengue também. Vai morrer. Porque não tem atendimento e o estado se agrava se a pessoa tem a saúde um pouco mais frágil”, diz a irmã Janete Oliveira Araujo, 51 anos.

A irmã Patrícia de Oliveira, 40 anos, ainda lembra que Vanderléia tinha reclamado semanas antes da morte do lixo acumulado às margens de córrego perto de sua casa, no Jardim das Reginas.

“Ela tinha comentado que estava cheio de lixo e que era um perigo pra dengue e outras coisas”, diz.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura e Hospital Regional, e aguarda resposta.



Meus sinceros sentimentos a essa família, uma vez fui no pediatra para ser atendida aí no Vila Almeida, o pediatra q me atendeu ficou indignado com a demora do atendimento da minha filha q levou cerca de 4h e me levou a ouvidoria para reclamar da demora do atendimento dos próprios colegas de trabalho. Tem que mudar a forma de atendimento desse pessoal da saúde, tudo bem q recebem mal, q trabalham muito, mas será q da pra serem mais humanos!!!
 
Ritha Cassia Lima em 11/01/2013 09:54:07
Interessante que hoje me dirigi ao hospital do Penfigo e disse que estava com dor na vista, dor no corpo e febre, sabe o que o medico me disse sem ao menos me examinar? Você esta com gripe, é so tomar dipirona se tiver com dor. Vamos torcer agora para coisa não piorar.
 
Maykon Monaco em 10/01/2013 22:07:43
infelizmente muitas vidas irao ainda...
o maior nojo que dá é da população...
LIMPA O SEU QUINTAL E JOGA NO TERRENO BALDIO BALDIO MAIS PROXIMO...
isto é um ciclo!!!
 
maria ferreira de souza em 10/01/2013 20:33:48
Ta ficando rotineiro a falta de atendimento medico, na rede publica do nosso Pais! Ser atendido em posto de saude e mesma coissa q acerta na mega-sena, um absurdo ser desta forma, pela quantidade de imposto de pagamos, no Pais!Força meu Luis e meus pesames!
 
Bruno Torres em 10/01/2013 18:46:10
Não acredito que seja só o caso do Governo para parar contra a dengue. A população tem que responsabilizar também, aonde se encontra a dengue? Nas ruas, em lotes e casas. A maioria das pessoas só pensa em si mesmo, então como dizem não dão a mínima para limpar o terreno, recolher objetos que são criadouros do mosquito. São tantas as precauções para isso não ocorrer e depois colocam a culpa somente no governo. Espero que todos abram os olhos!
 
Giovana Coutinho em 10/01/2013 17:24:24
Meus sentimentos a toda família, por uma perda de maneira atão estúpida e negligente.
Nosso estado, esta entrgue a Dengue e a Leshimaniose, isso é uma VERGONHA...
Porque não começam EXTERMINAR urgentemente esses mosquitos e PAREM, também com a COVARDIA de EXTERMINAR cães. Não existe em parte nenhuma do mundo, que comprove que eliminando a vítima(cães), estaremos livres da LESHIMANIOSE.
Só vejo pessoas IGNORANTES, inclusive 'autoridades" do estado e de Brasília, com esse pensamento da época da pedra. Isso é RETROCESSO...estudem, pesquisem ou conversem com quem realmente entende o assunto. Não seje uma MARIA vai com a outras.
 
Neyde de Oliveira em 10/01/2013 11:29:57
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