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Capital

Família e amigos fazem "força-tarefa", mas entram no 2º dia sem notícia de Carla

Carla Santana Magalhães, 25 anos, desapareceu na noite do dia 30 de junho no bairro Tiradentes, em Campo Grande

Por Kerolyn Araújo e Clayton Neves | 02/07/2020 08:04
Carla Santana Magalhães, 25 anos, desapareceu na noite do dia 30. (Foto: Reprodução/Facebook)
Carla Santana Magalhães, 25 anos, desapareceu na noite do dia 30. (Foto: Reprodução/Facebook)


Angustiados, familiares de Carla Santana Magalhães, 25 anos, passaram mais uma madrugada em claro após o sumiço da jovem no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Feminicídio é a principal suspeita para o desaparecimento, que já dura quase 2 dias.

Ao Campo Grande News, a irmã de Carla, Camila Santana Magalhães, 31 anos, relatou que, após mais de 30 horas do desaparecimento, a família ainda não tem nenhuma pista do paradeiro da jovem. ''Estamos péssimos, só Deus para confortar o coração. Não conseguimos dormir direito, só cochilamos. Toda hora ela vem a cabeça. Minha mãe está inconsolável", disse.

Para tentar localizar a jovem, familiares e amigos montaram uma ''força-tarefa'', andando pelas ruas do bairro, indo aos lugares que ela frequentava, além de procurar imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na localização de Carla.''Não temos novidade nenhuma. Ontem, a polícia disse que estava fazendo buscas, mas não liga para dar notícias", disse.

Com lágrimas nos olhos, mão de Carla fez apelo: "devolvam minha filha". (Foto: Kísie Ainoã)
Com lágrimas nos olhos, mão de Carla fez apelo: "devolvam minha filha". (Foto: Kísie Ainoã)


O desaparecimento está sendo investigado pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). Conforme apurado pela reportagem, todas as linhas de investigação, inclusive que a jovem tenha sido vítima de feminicídio, estão em apuração.

O caso - Carla desapareceu na noite de terça-feira (30) no bairro Tiradentes, em Campo Grande. O caso ocorreu por volta das 19h.

À polícia, a mãe da jovem contou que estava dentro de casa, na Rua Nova Tiradentes, quando ouviu a filha gritando em frente ao imóvel, dizendo que estava sendo roubada e colocada dentro de um carro.

A mulher saiu no portão, não encontrou mais a filha e também não viu nenhum veículo. O celular da jovem estava jogado no chão.