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Familiares se despedem de arquiteta que morreu ao cair de caminhonete

Empresário e ex-marido afirmou que vítima se jogou do veículo durante discussão do casal; caso é investigado

Por Ana Paula Chuva e Bruna Marques | 14/04/2026 08:30
Familiares se despedem de arquiteta que morreu ao cair de caminhonete
Ely em partida de vôlei no Carnaval deste ano (Foto: Reprodução | Instagram)

Bastante abalados os familiares e amigos de Ely da Silva Quevedo, 53 anos, se despedem da arquiteta que morreu ao cair da caminhonete onde estava com o ex-marido, o empresário Donivan Valdez, na manhã de segunda-feira (13), na BR-163, saída para Cuiabá, em Campo Grande.

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Familiares e amigos se despediram nesta terça-feira da arquiteta Ely da Silva Quevedo, 53 anos, morta ao cair de uma caminhonete na BR-163, em Campo Grande. O ex-marido, empresário Donivan Valdez, afirma que ela se jogou do veículo em movimento. A Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio ou suicídio, analisa imagens de câmeras e deve ouvir o motorista. Nenhuma hipótese foi descartada.

A despedida começou na manhã desta terça-feira (13), no Bairro São Francisco. No local, a família de Ely optou por não falar com a imprensa e pediu para que os amigos também ficassem em silêncio. “Eles pediram respeito porque há muita informação distorcida sendo divulgada”.

Há várias pessoas no local. Sobre o caixão foi colocada uma camiseta do grupo “Divas MVC Voleibol”, do qual Ely fazia parte. Duas coroas de flores estão perto do caixão e quem participa da cerimônia está bastante emocionado.

Ontem, em a irmã de Ely disse estar arrasada com a morte da arquiteta. "Está doendo tanto, minha irmã amava viver", relatou Elke Sinara que mora em Rio Brilhante, cidade a 161 quilômetros da Capital. Segundo ela, a vítima se reaproximou da mãe há cerca de três anos.

Familiares se despedem de arquiteta que morreu ao cair de caminhonete
Familiares e amigos em frente à capela onde acontece velório (Foto: Osmar Veiga)

Investigação

A morte da arquiteta é investigada pela Polícia Civil, que não descarta a possibilidade de feminicídio. O caso ainda é tratado como inconclusivo e segue sob apuração. Segundo a delegada Larissa Serpa, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a ocorrência foi registrada inicialmente como queda de veículo com vítima fatal, o que deu início às diligências no local.

A principal versão até agora é a do motorista, marido da vítima, que relatou que a mulher teria se jogado do veículo em movimento. Ainda conforme a investigação, o casal estaria em processo de separação. “A versão dele é de que ela teria, infelizmente, se jogado do veículo em movimento e, de fato, o casal estaria em uma separação”, disse.

Apesar disso, a polícia mantém outras linhas de investigação abertas. “A Polícia Civil trabalha com a hipótese de um suicídio e também com a hipótese de um possível feminicídio”, destacou a delegada.

Imagens de câmeras de segurança próximas ao local já estão sendo levantadas e devem ser analisadas para esclarecer a dinâmica dos fatos. “Nós já estamos levantando todo o entorno e capturando essas imagens, que serão analisadas ainda hoje”, afirmou.

O motorista foi encaminhado à delegacia e será ouvido. Até o momento, não há confirmação de prisão. “A princípio, ele será conduzido para a delegacia e ouvido. Ainda não posso dizer se haverá uma prisão em flagrante ou não”, pontuou.

Sobre eventual histórico de violência doméstica, a delegada disse que a informação ainda está sendo verificada. “A princípio, não, mas essa informação ainda não está confirmada”, completou. O caso segue em investigação e, até agora, nenhuma das hipóteses foi descartada.

Familiares se despedem de arquiteta que morreu ao cair de caminhonete
Perícia colhendo vestígios na caminhonete do ex-marido da vítima (Foto: Osmar Veiga)


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