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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/12/2011 18:11

Força Nacional não consegue evitar ameaças a indígenas em Aral Moreira

Wendell Reis

Indígenas da aldeia Água bonita, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, realizam na tarde deste sábado (3) um Tributo Público pedindo justiça e fim da impunidade contra indígenas no Mato Grosso do Sul. A comunidade que também pertence à etnia Guarani kaiowá está preocupada com a invasão em Aral Moreira e teme pela vida dos familiares.

O presidente da associação dos moradores e do conselho estadual do direito do índio, Nito Nelson, conta que o tributo é realizado contra a impunidade e pedindo celeridade nas investigações sobre o sequestro de quatro pessoas em Aral Moreira. “Lideranças já foram assassinadas. Líder sequestrado e mais quatro pessoas desaparecidas. Queremos justiça e que ache o culpado o mais rápido possível. Não queremos outra coisa”.

Nito esteve em Aral Moreira na quarta-feira (30) e conta que a situação está cada vez pior. Ele revela que ontem (2) recebeu a ligação de um familiar informando que eles ainda estão recebendo ameaças. A informação é de que um novo grupo de pistoleiros estaria se preparando para invadir a aldeia e realizar novos ataques. “Nós que estamos fora do local que se preocupamos mais com nossos parentes”.

O líder indígena explica que o problema atinge toda a região, de Ponta Porã a Paranhos. Apesar da Força Nacional estar no local, os indígenas temem que novos ataques sejam realizados no momento em que eles se deslocam pela região. Nito conta ainda que recebeu a informação de que indígenas teriam encontrado uma caminhonete abandonada com sangue na carroceria em Aral Moreira. A suspeita é de que o veículo teria sido utilizado no ataque.

No dia 18 de novembro um grupo de pistoleiros teria invadido a comunidade Guarani-Kaiowá e assassinado Nizio Gomes, 59 anos, no acampamento Tekoha Guaiviry, em Amambai. Segundo informações do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), pelo menos 40 homens estariam envolvidos no ataque ao local onde residem 60 indígenas. Nísio teria sido executado com tiros de calibre 12 e, depois de morto, levado pelos pistoleiros. Informações apontam que os autores ainda teriam sequestrado dois jovens e uma criança.



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