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Capital

Força-tarefa faz limpa em terreno onde viviam assassinos de dono de boate

Famílias estão sendo removidas para o Residencial Oiti após assassinato de dono de estabelecimento comercial

Por Gabriel Neris e Bruna Marques | 18/09/2020 11:57
Equipes de apoio observam situação vivida por moradores (Foto: Henrique Kawaminami)
Equipes de apoio observam situação vivida por moradores (Foto: Henrique Kawaminami)

Equipes da Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos), Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar) montaram força-tarefa para fazer um limpa no terreno da prefeitura onde funcionava boca de fumo, na Avenida Ernesto Geisel, em frente à boate de Ronaldo Nepomuceno Neves, de 48 anos, assassinado na semana passada.

Foram presos acusados pela morte de Ronaldo. Igor Figueiro Rando, de 21 anos, Kelvin Dinderson dos Santos, 29 anos, Marcelo Augusto da Costa Lima, 21 anos, e Almiro Cassio Nunes Orgeda Queiroz Neto, 25 anos. Parte deles responsável pelo comércio de drogas na região.

Trator remove entulho dentro de terreno (Foto: Henrique Kawaminami)
Trator remove entulho dentro de terreno (Foto: Henrique Kawaminami)

No terrenos também moram duas famílias, que estão sendo removidas para o Residencial Oiti. As casas de madeira não estão sendo derrubadas, e sim removidas para que o material sejá reutilizado no outro local.

Funcionários da SAS (Secretaria de Assistência Social) acompanharam a ação. A informação prestada pela assessoria de imprensa é que o intuito foi garantir os direitos das pessoas removidas.

Segundo moradores da região, na área da prefeitura funcionava uma associação, mas com o tempo acabou dominada pelo tráfico. Moradores contam que confusões são comuns durante a noite e madrugada entre usuários de drogas e, principalmente, casos de roubos e furtos na região, como no caso da boate, que culminou na morte de Ronaldo.

A investigação policial aponta que um dos suspeitos do assassinato, Kelvin, foi torturado por Ronaldo por ter cometido furto e que o homicídio ocorreu por vingança.

O comerciante foi levado dentro do próprio carro até a região do Ceuzinho onde foi morto com pedradas na cabeça e a golpes de garrafa quebrada. Após o crime, o grupo comprou combustível e ateou fogo na caminhonete e no corpo. O caso foi registrado como homicídio qualificado e segue sob investigação da 2ª DP.

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