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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/10/2015 14:17

Garçom que matou prostituta a tesouradas "pega" 18 anos de prisão

Alan Diógenes
Durante o julgamento, nesta manhã, Jorge permaneceu o tempo todo com a cabeça baixa. (Foto: Fernando Antunes)Durante o julgamento, nesta manhã, Jorge permaneceu o tempo todo com a cabeça baixa. (Foto: Fernando Antunes)

O garçom Jorge Armando Vieira Júnior, 36 anos, foi condenado pela Justiça a 18 anos de reclusão em regime fechado, por ter matado com 17 golpes de tesoura a garota de programa Kátia Loup Pereira, 20. O crime aconteceu no dia 27 de janeiro do ano passado, na boate Wiskeria Pantanal, localizada na Vila Carvalho, em Campo Grande, e o julgamento aconteceu nesta manhã na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Conforme investigado, ele havia combinado um programa sexual com Kátia e os dois se trancaram em um dos quartos do estabelecimento. Em certo momento, houve disfunção erétil e o mesmo apenas fez sexo oral na vítima. Ao ser cobrado pelo programa ele se negou a pagar quando houve uma discussão entre os dois.

Após o fato, ele amarrou a vítima com um cinto e o próprio vestido dela e passou a golpeá-la com tesouradas na nuca, tórax e costas. Em seguida, quando foi descoberto pelos funcionários do local, Jorge ainda tentou se matar com a tesoura, mas não conseguiu.

Durante o julgamento o acusado alegou em depoimento que no dia do crime havia consumido bebida alcoólica e cocaína, antes de contratar os serviços de Kátia. Por isso teve a disfunção erétil e fez apenas sexo oral com a garota.

Disse que não possuía o valor combinado pelo programa de R$ 400, o que teria levado os dois a discutirem. O garçom afirmou ainda que não se lembra de detalhes importantes do crime como, por exemplo, porque amarrou a vítima com um cinto e enrolou o vestido dela em seu pescoço.

O Conselho de Sentença, por maioria de votos declarados, o condenou no homicídio com as qualificadoras do motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa. “A vítima em nada contribuiu para a prática do crime, aliás, foi morta justamente por confiar no acusado em realizar o ato sexual, quando estava tentando ganhar o próprio sustento”, diz a decisão.

A condenação foi assinada pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos.

Crime - O dono da boate, Sandro Luiz Ribeiro Andrade, 47 anos, disse que chegou no local por volta das 15h, quando bateu e não foi atendido. Então, ele arrombou o estabelecimento e encontrou o casal dentro de um dos apartamentos.

O garçom estava vivo, mas respirava com dificuldades. A garota, que foi encontrada nua e com a calcinha na altura das coxas, estava morta e com o corpo em estado de rigidez.

O proprietário da boate informou que ela não trabalhava no estabelecimento. No entanto, ele suspeitava que a menina fosse garota de programa porque o garçom informou que iria contratar uma prostituta para passar a noite.



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