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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/01/2011 14:34

Geografia favorece o tráfico de drogas da Vila Nhanhá

Aline Queiroz e Nadyenka Castro

Fator cultural também concorre para o crime no bairro com maior registro de ocorrências

Jovens perambulam pelas vias e podem avisar traficantes sobre movimentação de desconhecidos. (Foto: João Garrigó)Jovens perambulam pelas vias e podem avisar traficantes sobre movimentação de desconhecidos. (Foto: João Garrigó)

Geografia e a própria cultura são os principais fatores que fazem da Vila Nhanhá um dos piores bairros quando o assunto é o tráfico de drogas.

O bairro tem ruas que fazem muitas curvas, assim como nos morros cariocas, onde o combate ao crime passou por ações de enfrentamento mais eficazes no mês de novembro.

As vias também são estreitas e, desta maneira, os traficantes conseguem “controlar” a entrada da Polícia. As casas ficam praticamente grudadas umas nas outras e há alguns terrenos baldios e entulhos pelas ruas.

Como as ruas são pequenas e os moradores se conhecem, quando entram nestas vielas carros e pessoas desconhecidas, os traficantes são avisados por "amigos" que ficam nas calçadas ou perambulando pelo local. São adolescentes, homens, mulheres e até crianças.

Ruas com curvas e estreitas dificultam trabalho da Polícia e favorecem os traficantes. (Foto: João Garrigó)Ruas com curvas e estreitas dificultam trabalho da Polícia e favorecem os traficantes. (Foto: João Garrigó)

Quem mora no bairro e não está envolvido com o tráfico de drogas vive com medo. Estes moradores são monossilábicos quando o assunto é a criminalidade e não aceitam se identificar nem mostrar o rosto. Eles afirmam que já presenciaram diversas cenas de violência.

"Aqui tem muito barulho, tiro, briga. É assim quase todo dia", disse um vidraceiro de 31 anos que há 26 mora no local. Segundo ele, morador novo no bairro muda de endereço "em duas semanas".

O vidraceiro conta ainda que usuários de todas as classes sociais compram entorpecentes na Nhanhá. "Aqui vem muita gente. É funcionário público, de político, empresário, pobre, rico".

Uma dona de casa de 67 anos revela que muitos moradores estão envolvidos com o tráfico de drogas. "Aqui o tráfico é muito pesado. Tem mulher, jovem e até criança envolvido com isso. Tem de tudo".

Há quatro anos na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), o delegado Marco Balsanine acredita que o fator cultural também concorre para o problema.

“Se uma pessoa vem de fora e quer comprar droga ela pergunta para um usuário e ele indica a Vila Nhanhá”, afirma.

De acordo com o delegado, o bairro registra maior número de ocorrências de tráfico de drogas.

Policiais do 10° BPM (Batalhão da Polícia Militar) prenderam ontem seis pessoas em uma boca de fumo, que, segundo os presos, era chefiada por um adolescente de 15 anos.

O delegado ressalta que, tanto a PM quanto a Denar, fazem operações constantes na região.

No entanto, é necessária uma postura de enfrentamento, que deveria envolver os órgãos de saúde, a prefeitura e até a sociedade.

“Enquanto existir demanda vai haver traficante”, conclui.

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Olha gente eu boto fé na nossa Policia e no nosso Governador para que essa "farra" acabe logo na VILA NHA-NHÁ porque o povo dela "os que não têm nada a ver com essa porcaria" merece dignidade, principalmente as garotadas que morra lá eles precisam conhecer o outro lado da vida que não seja o da "droga".
 
maria alves em 11/01/2011 12:10:11
...tem-se que ter muito cuidado com estes conceitos, daqui a pouco voces estarão defendendo o Appartait, como conceito para compreender este fenômeno da realidade. De quem é esta leitura?
Esta é uma condição de leitura meio turva no MS, eu já vi idéias conceitos semelhantes de determinados grupos que defendiam a divisão do Estado do Mato Grosso no passado. E não que eu seja contra, considero até que podíamos dividir o Brasil em 20 países....mas, não necessariamente pela idéia de geografia que determina a raça de um povo etc....Apesar que negão talvez goste de viver no "topo" rsrsrs, nem que seja de morro e suas similitudes....Somos nós todos o dia todo levados a pensar assim....
 
sonia bacha sb em 11/01/2011 11:45:34
Enquanto não existir emprego para todos (com salário digno) também vai continuar existindo o tráfico. O uso de drogas sempre existiu na humanidade. A exploração comercial disso é que tomou corpo na sociedade contemporânea globalizada. O tráfico ilícito de drogas é o segundo negócio mais lucrativo do planeta. Perde apenas para o comércio de armas. Se considerarmos o álcool e o tabaco como drogas, talvez até ultrapasse os lucros da indústria armamentista. Enquanto houver consumo (e sempre vai haver) o tráfico vai existir. Legalizar seria a solução? Talvez. Mas, com certeza, não é isso que querem os traficantes.
 
Gil Ramos em 11/01/2011 10:08:48
Creio que a questão não é se a situação está tão ruim quanto descrito ou não, a questão é que vários bairros de Campo Grande estão sob o comando do tráfico e nada tem sido feito, devemos lembrar que o melhor é acabar com esse tipo de crime ou ao menos diminuir o poder deles enquanto não estamos em condições favoráveis para executar um processo sem maiores danos, caso contrário a situação piora e não demora pra estarmos SIM como os habitantes das favelas do rio de janeiro.
 
Carla Lopes em 11/01/2011 09:10:25
TODOS SABEM QUE A REPUTAÇÃO DA VILA NHA-NHÁ NÃO É DAS MELHORES AGORA COMPARAR A VILA COM O RIO DE JANEIRO É BRINCADEIRA.POR QUE ATE MESMO ONDE ACONTECEM AS COISAS. SE CHAMA PRÓ-MORAR E NÃO VILA NHA-NHÁ.MORO A 26 ANOS E NÃO TEM TUDO ISSO DE MAU Q DIZEM,POIS MAIS BANDIDOS QUE A NOSSA POLITICA NÃO TEM...E NÃO SÃO FEITOS TANTOS COMENTARIOS.
 
THYAGO TORRES em 10/01/2011 04:58:22
Acontece que no Rio os traficants ostentam fuzis e outras armas, os daqui se escondem como ratos e dificilmente tem cara e coragem de enfrentar a polícia.
 
jose do carmo em 10/01/2011 04:00:00
Cara tamo ferrado! Em Campo Grande, não tem fuzileiro e o caminhãozinho do garras não entra nas vielas da nhanhã. Será que ela vai tomá Campo Grande?
 
valter oliveira em 10/01/2011 03:38:46
se conseguiram fazer um serviço digno de honrarias no RJ, onde o espaço é "um pouquinho" maior, sera que nao da para fazer alguma coisa por aqui, heim heim....
 
jose carlos em 10/01/2011 03:03:53
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