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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

28/07/2015 11:58

Greve na rede municipal atinge 50% das escolas no retorno às aulas, diz ACP

Antonio Marques
Na Escola Municipal Dr. Tertuliano Meirelles, na Vila Marli, nem todos os alunos foram aceitos por falta de alguns professores que permanecem em greve (Foto: Fernando Antunes)Na Escola Municipal Dr. Tertuliano Meirelles, na Vila Marli, nem todos os alunos foram aceitos por falta de alguns professores que permanecem em greve (Foto: Fernando Antunes)

A greve dos professores retomada hoje, com o retorno das aulas, atinge 50% das escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino), segundo levantamento feito na manhã de hoje pela ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública). A Prefeitura deve divulgar somente à tarde um balanço sobre a quantidade de escolas paralisadas.

Conforme o presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves, pelo menos 50% das escolas estão funcionando irregularmente, com paralisação parcial ou totalmente em greve, que é o caso de apenas três estabelecimentos. A outra metade já estaria com aula normal, com todos profissionais trabalhando. “Consideramos irregular aquelas escolas que faltam professores em algumas disciplinas e o aluno fica prejudicado”, explicou ele.

Pela manhã o Campo Grande News comprovou isso na Escola Municipal Dr. Tertuliano Meirelles, na Vila Anai (Bairro Caiçara), em que um pessoa ficava no portão informando os pais se a turma estava com aula normal ou em greve. Alunos do 1º ano, 5º e o 9º ano da tarde estavam sendo dispensados por conta dos professores estarem em greve. O presidente do sindicato disse que os diretores e a Prefeitura estão pressionando os professores para voltarem ao trabalho, mesmo sem o cumprimento da lei municipal.

Os professores decidiram ontem, em assembleia geral, pela continuidade da greve. Eles cobram do prefeito Gilmar Olarte (PP) o cumprimento da Lei Municipal 5.411/2014, que estabelece o reajuste de 13,01% do piso salarial nacional para 20 horas semanais. No primeiro semestre, a paralisação foi suspensa depois de 47 dias, a mais longa paralisação da categoria na história da Capital, por conta do período de férias.

A nova proposta da prefeitura, que previa reajuste de 8,5% em 10 vezes e condicionava o aumento à redução no gasto com pessoal, foi rejeitada pela categoria. Segundo o presidente da entidade, Geraldo Alves Gonçalves, a proposta do município piorou em relação a anterior, porque não prevê a retomada da negociação em outubro para o 4,5% restantes e ainda condiciona o reajuste ao gasto com a folha ficar abaixo do limite prudencial de 51,3% da receita, conforme prevê a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Em reunião ocorrida na manhã de hoje com o secretário Marcelo Salomão, na Semed (Secretário Municipal de Educação), Geraldo Gonçalves disse que percebeu a boa vontade do secretário, mas “parece que ele não tem autonomia para resolver a situação”, comentou, acrescentando que Marcelo Salomão não teria conseguido fazer parte da comissão de negociação da Prefeitura, que é comandada pelo secretário de Administração Wilson do Prado.

No início da tarde desta quarta-feira, 29, os professores vão cortar um bolo comemorativo de dois meses de greve, considerando o período de suspensão da greve nas férias, em frente à Prefeitura. E na quinta, programaram a Virada da Educação, com atividades das 8 horas da manhã até zero hora, na sede da ACP. Segundo o presidente da entidade vaõ acontecer palestras, debates, exibição de filmes e atividades culturais. "Se o secretário de educação conseguir convencer o prefeito a enviar nova proposta vamos avaliar em assembleia", comentou ele. A próxima assembleia geral da categoria está marcada para as 14 horas da próxima sexta-feira, no sindicato.

A reportagem ligou na Semed, que pediu para ligar na assessoria de imprensa do prefeito, que informou divulgar à tarde o levantamento sobre a paralisação nas escolas municipais. Procurado, o secretário Wilson do Prado não atendeu a ligação.

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