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Capital

Greve perde força, mas professores voltam a fechar avenida e acampar

Por Aline dos Santos e Flávia Lima | 22/06/2015 10:33
Grevistas interditam trecho da avenida Afonso Pena hoje. (Foto: Marcelo Calazans)
Grevistas interditam trecho da avenida Afonso Pena hoje. (Foto: Marcelo Calazans)

Em greve há 28 dias, os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) voltaram a fechar a Avenida Afonso Pena na manhã desta segunda-feira. De acordo com a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação), 150 profissionais participam da manifestação em frente ao Paço Municipal, sede do Poder Executivo. Hoje, o pedido é de reunião com o prefeito Gilmar Olarte (PP). A greve perdeu força nos últimos dias na Capital.

O fechamento da avenida, entre as ruas 25 de Dezembro e Arthur Jorge, no sentido Parque dos Poderes/Centro foi organizado pelo BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito), para evitar que parte da principal via da cidade fique interditada nos horários de pico. A Afonso Pena será aberta por volta de 10h30. Depois, a interdição será retomada entre 14h e 16h.

O fechamento prejudica os usuários do transporte coletivo, que precisam procurar outro ponto de embarque e desembarque. Os professores fazem apitaço, panelaço e, novamente, levaram barracas de acampamento para a frente da prefeitura.

De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves, foi entregue ofício para a Semad (Secretaria Municipal de Administração) em que a categoria se recusa a esperar até setembro para negociação. “É muito tempo, não tem condições”, diz.

Os professores fizeram proposta para que o reajuste de 13,01% seja pago em dez vezes, num escalonamento batizado de Casas Bahias, num comparativo aos financiamento a longo prazo oferecido aos consumidores.

Levantamento da ACP aponta 13 escolas fechadas, 55 com funcionamento parcial e 30 com atendimento normal aos alunos. Conforme o sindicato, hoje a greve ganhou a adesão da escola Licurgo de Oliveira Bastos, no bairro Coophasul. A greve começou em 25 de maio.

Balanço divulgado pela assessoria de imprensa da prefeitura informa que 10 escolas fechadas, 39 com funcionamento parcial e 45 com atendimento normal. Amanhã, os professores vão à Câmara Municipal e à tarde fazem assembleia para a avaliar a greve.

A Reme (Rede Municipal de Ensino) tem 8,6 mil profissionais e 101 mil alunos. O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) já determinou o retorno de 66% da categoria, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.A prefeitura alega que gasta R$ 40,4 milhões com a folha de pagamento do magistério e ofereceu reajuste parcelado de 8,50%.

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