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Capital

Grupo bate e amarra idoso que foi filmado enquanto se masturbava em construção

Ao Campo Grande News uma moradora da região, de 46 anos, revelou que não é a primeira vez que a situação acontece

Por Geisy Garnes e Aletheya Alves | 06/08/2020 14:55
O homem estava atrás da construção abandonada (Foto: Kisíe Ainoã)
O homem estava atrás da construção abandonada (Foto: Kisíe Ainoã)

Um idoso de 64 anos foi agredido e amarrado após ser visto se masturbando em uma construção abandonada no Jardim Batistão, no cruzamento entre as ruas Rio Brilhante e Serra Azul, em Campo Grande. Toda a situação também foi filmada pelos moradores.

Ao Campo Grande News uma  mulher que vive da região, de 46 anos, revelou que não é a primeira vez que a situação acontece e que o idoso, aparentemente, está “acostumado” a cometer o crime, classificado como "ato obsceno", por ocorrer em local de acesso público.

Em abril, ela varria a calçada em frente de casa quando foi alertada sobre a presença do idoso. Assim como hoje, o homem estava escondido atrás das paredes da construção enquanto se masturbava. Ao ver a cena pela primeira vez, gritou com o suspeito e ele fugiu de bicicleta.

Nessa manhã, ela e o marido viram o homem no mesmo lugar. O morador tentou filmar o ato para levar o caso a polícia, mas não conseguiu registrar a cena. Outros vizinhos foram chamados e resolveram segurar o idoso até a chegada da polícia. Nesse momento, o homem foi agredido por várias pessoas.

Ele também teve os pés amarrados, para não conseguir escapar. As agressões só pararam depois que a mulher e o marido interviram e avisaram sobre a vinda da polícia. No cômodo em que o suspeito estava, os moradores encontraram uma sacola com um vibrador, uma camisinha, panos e notas de dinheiro trocadas. O homem também vestia uma calcinha.

A situação foi filmada por alguns moradores. Nas imagens é possível ver o idoso no chão, todo sujo de terra e amarrado pelos pés.

Quando os policiais chegaram, o idoso afirmou que "apenas fazia xixi", implorou para não fazerem nada com ele e contou que “tem família”. Depois de conversarem com por militares, os moradores desistiram da denúncia. Apesar disso, o medo de que algo pior acontece é um sentimento constante para quem mora na região.

“A gente não sabe o que pode acontecer. Ele estava até com dinheiro trocado, vai que ele oferece parte desse dinheiro para as crianças fazerem alguma coisa. Eu tenho uma filha pequena, de 10 anos. Imagina se em vez de mim, fosse ela que estivesse na frente de casa”, alertou a moradora.  “Não temos liberdade nem para ficar na frente de casa”.

Praticar ato obsceno em lugar público é crime previsto no código penal brasileiro e tem pena de três meses a um ano de detenção, mas agredir suspeito de crime também configura crime.

Os autores podem responder por lesão corpora, que tem a mesma pena do ato obsceno. Filmar a situação e expor o suspeito também pode se enquadrar em violação do direito de imagem, garantido no artigo 5º da Constituição Federal e no Código Civil Brasileiro.




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