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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

24/04/2015 17:39

Grupo protesta contra mortes e assédio contra mulheres no transporte coletivo

Ricardo Campos Jr.
Militante com microfone durante protesto no terminal Nova Bahia (Foto: Rejane Candado / divulgação)Militante com microfone durante protesto no terminal Nova Bahia (Foto: Rejane Candado / divulgação)
Grupo protestou no Terminal Nova Bahia (Foto: Rejane Candado / divulgação) Grupo protestou no Terminal Nova Bahia (Foto: Rejane Candado / divulgação)

Cerca de 30 integrantes da Marcha Mundial das Mulheres em Campo Grande fizeram um protesto no Terminal Nova Bahia, nesta sexta-feira (24), contra violência e assédio nos coletivos. A entidade afirma que já reúne mais de 70 relatos de passageiras vítimas de algum tipo de agressão sexual no transporte público.

A militante Rejane Candado disse ao Campo Grande News que o grupo escolheu o transbordo na saída para Cuiabá para relembrar a morte da estudante Luana Braga Vilella, no dia 3 de março. Elas passaram a mensagem com panfletos, som e cartazes.

“Tivemos bastante solidariedade das pessoas que passaram pelo local, que recebiam o material. Nós também dialogamos com os estudantes, pois fizemos o ato no horário de saída da escola, tanto abordando a questão da violência como do assédio”, explica.

Uma das principais lutas da Marcha, conforme a militante, é quebrar o paradigma impregnado socialmente de que a culpa da violência é das vítimas. “Essa questão está banalizada. A mulher é responsabilizada pela violência que sofre. Não é só porque estou em espaço público que meu corpo é público”, opina Rejane.

Em um dos casos que a instituição acompanha, sem dar muitos detalhes, a militante conta que a vítima relatou o abuso por escrito e está tentando obter as imagens da câmera de segurança do coletivo para identificar o agressor.

“Nós sabemos que as secretarias municipal e estadual da mulher têm políticas que tratam especificamente da segurança do público feminino dentro do transporte coletivo, mas não estamos vendo surtir efeito. Nós fazemos palestras e em cada uma delas alguém aparece com um relato novo de assédio”, conclui.

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