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Capital

Grupo que invadiu área no Caiobá reclama de ação violenta da Guarda

Por Ricardo Campos Jr. | 13/06/2015 11:37
Área ocupada por famílias no Caiobá (Foto: Fernando Antunes)
Área ocupada por famílias no Caiobá (Foto: Fernando Antunes)

Grupo que ocupa uma área pública no bairro Caiobá acusa a Guarda Municipal de agir com violência durante retirada das pessoas no local. Famílias invadiram o espaço em protesto pela demora na entrega de casas populares e alegam que equipes da corporação agrediram uma gestante e a levaram presa junto com outras duas pessoas neste sábado (13).

O técnico de informática Edivaldo Cabral, 28 anos, relata que os barracos foram erguidos na quinta por inscritos em programas habitacionais que já não aguentam pagar aluguel e, segundo ele, deveriam ter recebido moradia.

Na sexta, as viaturas foram até o local para dar apoio a funcionários da Emha (Empresa Municipal de Habitação), segundo Edivaldo. A população pediu para ver o mandado de reintegração de posse, mas conforme o técnico de informática, as equipes não portavam o documento. “Eles disseram apenas que aquela era uma área pública e não podíamos ficar ali”, conta.

Em seguida, os ocupantes recolheram os pertences e ficaram olhando enquanto os barracos eram derrubados e uma pá-carregadeira recolhia os escombros. “Assim que eles saíram nós reconstruímos os barracos, ficamos até de noite para terminar”, relata.

Durante a madrugada, conforme Edivaldo, a polícia e os funcionários públicos voltaram. Grande parte dos ocupantes estava dormindo e foi acordada. Foi quando os militares, segundo o técnico de informática, se exaltaram.

“Eles prenderam a grávida, o rapaz e um homem, todos da mesma família. Acho que não precisava levar, o pessoal só estava pegando o resto de madeira que havia sobrado. Já vieram batendo, algemaram e levaram para a delegacia”, afirma.

“Nós até tentamos resistir, mas como a polícia estava dando apoio, não teve como. Agora vamos reconstruir tudo de novo durante a tarde. Não vamos ceder a essa pressão”, comenta o técnico de informática.

A Guarda Municipal informou ao Campo Grande News que apenas o diretor-presidente da Emha, Enéas José de Carvalho Netto, falará sobre a desocupação. Até a publicação desta reportagem ele não havia retornado.

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