Guarda civil é preso por manter esposa presa e vigiada por câmeras
Conforme registro da ocorrência, caso foi descoberto depois que vítima ficou dias sem ir à faculdade
Um GCM (Guarda Civil Metropolitano), de 35 anos, foi preso pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) após denúncia de cárcere privado e violência doméstica. O caso teria ocorrido na última semana, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. Conforme o registro de ocorrência, o homem monitorava a vítima, de 36 anos, por meio de câmeras de segurança instaladas na casa.
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Um Guarda Civil Metropolitano de 35 anos foi preso pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher após denúncia de cárcere privado e violência doméstica no bairro Nova Lima, em Campo Grande. O homem monitorava a companheira por câmeras de segurança e teria agredido a mulher em setembro. Após diligências, foi abordado e levado à delegacia, onde a prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia.
Segundo o relato de uma testemunha à polícia, a mulher estaria evitando sair da residência por medo do companheiro, descrito como uma pessoa agressiva. A testemunha afirmou ainda temer pela integridade física e pela vida da vítima, além da segurança da filha do casal, de 14 anos.
Ainda conforme o registro, a vítima estaria há alguns dias sem frequentar as aulas da faculdade por causa da situação. A denúncia chegou à Deam na tarde de quarta-feira (16), quando uma testemunha procurou a unidade e relatou a situação à delegada.
A delegada acionou investigadores do SIG (Setor de Investigações Gerais), que foram até a região onde o GCM morava para tentar localizá-lo. Na primeira ida até a casa, porém, o homem não foi encontrado.
Na manhã seguinte, quinta-feira (17), por volta das 5h20, os investigadores retornaram ao endereço e passaram a acompanhar a movimentação da residência. Cerca de 20 minutos depois, o GCM deixou o imóvel em uma motocicleta, aparentemente a caminho do trabalho, e foi abordado pelos policiais. Ele foi conduzido à Deam.
A ocorrência também descreve uma denúncia de agressão física ocorrida no dia 8 de setembro. Conforme o relato, o GCM teria agredido a companheira depois de tomar conhecimento de uma suposta traição. Durante o atendimento, a testemunha apresentou fotografias que, segundo ela, registrariam lesões provocadas na ocasião.
Durante a audiência de custódia, foi decretada a prisão preventiva do guarda.
Em nota, a Prefeitura informou que o GCM foi afastado preventivamente de suas funções por 60 dias. "A SESDES (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) reforça que não compactua com qualquer conduta incompatível com os princípios, deveres e responsabilidades inerentes à função pública, especialmente diante de fatos relacionados à violência contra a mulher. A Secretaria adotará todas as providências administrativas cabíveis conforme o avanço das apurações", diz o texto.
(*) Matéria editada às 13h40 para acréscimo de nota.
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