Ponte que liga Mato Grosso do Sul ao Paraná é reinaugurada após 4 meses de obras
Estrutura de 3,6 km entre Mundo Novo e Guaíra recebeu novo asfalto, reparos estruturais e iluminação solar
Uma das principais ligações rodoviárias de Mato Grosso do Sul com o Paraná, a Ponte Ayrton Senna, sobre o Rio Paraná, foi reinaugurada nesta quinta-feira (5), após quatro meses de obras para melhorar as condições de tráfego e ampliar a segurança dos motoristas. Localizada na BR-163, a estrutura de 3,6 quilômetros conecta Mundo Novo (MS) a Guaíra (PR), em um trecho estratégico para o transporte de cargas e o deslocamento entre os dois estados, próximo à fronteira com o Paraguai.
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As intervenções incluíram a substituição do pavimento asfáltico, reparos estruturais, manutenção do sistema de drenagem e revitalização da sinalização vertical e horizontal. A ponte também recebeu um novo sistema de iluminação alimentado por energia solar, além da substituição de dispositivos refletivos instalados ao longo da pista.
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Os serviços foram executados pela Via Campo, concessionária responsável pela operação, manutenção e modernização do Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, que reúne 433 quilômetros de rodovias federais e estaduais. Os trabalhos ocorreram principalmente durante a noite, estratégia adotada para reduzir os impactos no trânsito e manter a circulação de veículos durante o período de obras.
A Ponte Ayrton Senna tem papel importante na conexão entre corredores logísticos das regiões Oeste e Norte do Paraná, que também atendem ao transporte de produtos agrícolas e à integração entre áreas de produção e centros urbanos. Para Mato Grosso do Sul, a estrutura representa uma ligação rodoviária estratégica com o estado vizinho.
Uma das principais mudanças foi a implantação de um novo sistema de iluminação na pista elevada sobre o Rio Paraná. Ao todo, foram instalados 227 postes com tecnologia fotovoltaica, que substituíram os equipamentos antigos.
O sistema capta a radiação solar durante o dia e transforma a energia em eletricidade, que fica armazenada em baterias para ser utilizada à noite. A estrutura funciona de maneira independente da rede elétrica convencional.
Também foram substituídos 460 catadióptricos de barreira, conhecidos como olhos de gato. Instalados nas laterais da pista, os dispositivos refletem a luz dos faróis dos veículos e ajudam os motoristas a identificar os limites da via e acompanhar o traçado da ponte durante a noite.
Outro reforço na sinalização foi a instalação de 1.867 tachas refletivas, popularmente chamadas de tartarugas. Desse total, 1.382 são brancas e vermelhas e outras 485 são amarelas. Fixados diretamente no pavimento, os dispositivos auxiliam na delimitação das faixas de rolamento e na orientação dos condutores, principalmente durante a noite e em situações de baixa visibilidade.
Concessão e investimentos - A Ponte Ayrton Senna passou a integrar, em 2026, o sistema rodoviário concedido à iniciativa privada, sob regulação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), vinculada ao Ministério dos Transportes.
Desde abril deste ano, a Via Campo administra os 433 quilômetros que compõem o Lote 5. O contrato de concessão tem duração de 30 anos e prevê aproximadamente R$ 11 bilhões em investimentos e custos de operação ao longo do período.
O planejamento inclui 238,57 quilômetros de duplicações. Desse montante, cerca de R$ 6,7 bilhões serão destinados a obras de ampliação e melhorias estruturais, enquanto aproximadamente R$ 5,1 bilhões estão previstos para operação e manutenção da malha rodoviária.
Classificada como Obra de Arte Especial, denominação técnica utilizada para estruturas como pontes e viadutos, a Ayrton Senna integra um conjunto de 68 estruturas desse tipo contempladas pela concessão.
Com a conclusão das intervenções, a ponte continuará passando por inspeções e monitoramento periódico das equipes técnicas da concessionária. O acompanhamento permitirá avaliar as condições da estrutura, identificar necessidades de manutenção e programar ações preventivas e corretivas. Os trabalhos são fiscalizados pela ANTT.



