Dólar sobe a R$ 5,48 com pressão externa e manutenção dos juros
Ibovespa recuou 0,82%, enquanto petróleo voltou a subir no mercado internacional
O dólar comercial fechou esta quinta-feira (5) em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,4885, diante do pessimismo nos mercados internacionais e da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter os juros brasileiros em 13,75% ao ano. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,82%, aos 166.191 pontos, e devolveu parte dos ganhos registrados na quarta-feira (4).
RESUMO
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O dólar comercial fechou a quinta-feira (5) em alta de 0,67%, a R$ 5,4885, em meio ao pessimismo externo e à decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano. O Ibovespa caiu 0,82%, aos 166.191 pontos, pressionado por Petrobras e Bradesco. O petróleo Brent subiu 3,88%, a US$ 98,29, com novos ataques a petroleiros no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a queda das ações de tecnologia reforçou a cautela. No Brasil, dados de indústria e serviços indicam desaceleração.
No turismo, usado como referência por quem compra moeda para viagens, o dólar subiu 0,60% e terminou cotado a R$ 5,702. O euro comercial também avançou 0,68%, para R$ 6,160. A moeda americana acumula valorização de 0,81% na semana e no mês, enquanto o Ibovespa registra queda de 1,03% em ambos os períodos.
O petróleo voltou a subir no mercado internacional, recuperando parte das perdas superiores a 8% registradas na véspera. O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,88% e fechou a US$ 98,29. Já o WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, teve alta de 2,72%, para US$ 90,52. A recuperação ocorreu diante de novos ataques a petroleiros e das incertezas sobre o abastecimento em meio ao conflito no Oriente Médio.
Na bolsa brasileira, as ações da Petrobras acompanharam o movimento negativo do mercado, apesar da recuperação do petróleo. Os papéis preferenciais da estatal recuaram 2,48%, enquanto os ordinários perderam 3,03%. O Bradesco caiu 2,06%. Em sentido contrário, o Itaú avançou 0,65%, e a Vale subiu 0,51%.
O que mexe com os mercados - Nos Estados Unidos, a queda das ações de empresas de tecnologia aumentou a cautela dos investidores e fortaleceu o dólar. O mercado demonstrou preocupação com os investimentos em inteligência artificial e os possíveis impactos de novas medidas de regulação do setor. Os dados econômicos americanos também influenciaram as expectativas sobre os próximos passos dos juros no país.
No Brasil, investidores repercutiram a decisão unânime do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano, anunciada na quarta-feira. O comitê interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas e apontou o aumento das expectativas de inflação, a desaceleração da economia e as incertezas internacionais como fatores que exigem cautela na condução da política monetária.
As contas públicas também permaneceram no radar. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal pretende manter os compromissos fiscais e sociais. Na agenda econômica, a produção industrial brasileira recuou 0,8% em setembro, enquanto o índice de atividade do setor de serviços caiu para 44,5 pontos em outubro, reforçando os sinais de desaceleração da economia.


