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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/07/2013 17:24

Homem acusado de matar ex não aceitava namoro da filha de 14 anos

Evelyn Souza e Nadyenka Castro
Delegada Rozely Molina mostra boletim de ocorrência sobre o crime e projétil encontrado. (Foto: Marcos Ermínio)Delegada Rozely Molina mostra boletim de ocorrência sobre o crime e projétil encontrado. (Foto: Marcos Ermínio)

O caminhoneiro Joselmal Gomes Fernandes, de 53 anos, acusado de matar a ex-esposa na noite dessa quarta-feira (10), não aceitava o fim do relacionamento e era contra o namoro da filha mais velha, de 14 anos. Para a Polícia, o crime foi premeditado.

Edna da Silva Nascimento, de 35 anos, foi morta com quatro tiros quando estava na casa da mãe dela, na Rua Capão Redondo no bairro Chácara das Mansões. Segundo a Polícia, o autor ligou dizendo que precisava conversar com a ex-mulher e com a ex-sogra, sobre o relacionamento da filha.

Durante a conversa, Edna levantou para ir até a cozinha e foi atingida por quatro tiros. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento do bairro Universitário). O irmão dela, Elson Gonçalves da Silva, de 38 anos que também estava na casa foi atingido por um tiro de raspão.

Joselmar fugiu logo após o crime em uma caminhonete L-200. 

Segundo a família, autor e vítima foram casados por 18 anos e estavam separados há quatro dias.

Para a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Rosely Molina, o crime foi premeditado. ”Eles terminaram no sábado e no domingo ele foi atrás de um conhecido para comprar uma arma. Essa pessoa se recusou a vender, mas acabou emprestando porque Joselmal mentiu dizendo que a arma seria utilizada para caçar”, explica.

Como o autor não tinha passagens por violência, a Polícia vai analisar como era a relação do casal. 

Luziane Nascimento da Silva, de 29 anos, irmã da vítima disse que Joselmal era uma pessoa calma, mas que humilhava Edna frequentemente e por isso ela resolveu se separar. "Nunca imaginamos que ele fosse capaz disso", diz.

"Ele foi na minha casa minutos antes do crime. Eu pedi pra ele ter paciência e procurar a igreja. Ele prometeu que iria pra casa e em seguida, matou a minha irmã. Ele destruiu a nossa família", desabafa Onória da Silva Nascimento, irmã de Edna. 

A vítima deixou três filhos de 3, 8 e 14 anos. O corpo dela  está sendo velado na Pax Nacional das Moreninhas. 

Denúncias - Segundo a delegada Rosely Molina, 1.679 medidas protetivas para mulheres vítimas de agressões ou ameaças foram realizadas só esse ano. A proibição mais comum é de que o autor deixe o lar e não se aproxime da vítima.

"As mulheres precisam buscar ajuda no primeiro sinal de violência. Denunciar é muito importante porque a medida protetiva funciona aqui no nosso estado. Mas não adianta ter a medida e deixar o homem entrar na casa", orienta.

A delegada também explica que na maioria das vezes os autores dizem estar arrependidos, que foi apenas um minuto de bobeira ou ainda, que ficaram cegos.

Caso Parecido - No dia 26 de maio, Sirlei Machado Ferreira, de 30 anos, foi morta a tiro pelo ex-marido, Ney Calisto Ribeiro, 38 anos, no Jardim Canguru, em Campo Grande. 

De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atingida na Rua Jabuti, quando descia de uma caminhonete. O tiro de calibre 38 atingiu as costas da vítima, saiu pelo peito e também pegou na lataria do veículo. A mulher morreu no local.

Ney Calisto, que também era caminhoneiro se apresentou à Polícia dois dias depois do crime. Ele confessou ter matado a ex-mulher  e justificou dizendo que ficou “cego”.

Os casal ficou junto por 10 anos e também não tinha histórico de brigas. Eles estavam separados havia dois meses e ele não aceitava o fim do relacionamento. Sirley era mãe de um menino, de nove anos.

 

 



Concordo em nº, gênero e grau com o Filipi. E outra, vocês estão vendo a quantidade de assassinatos e tentativas de assassinatos estão ocorrendo em CG (sem contar agressões físicas, verbais e humilhações)? Sei que sempre houve, o que não sei se agora é que a mídia está relatando ou se o número está aumentando. Fato é, que vários casos estão ocorrendo, qual seria o caminho? Além de uma polícia mais preparada para tratar da violência contra a mulher, será que poderíamos auxiliar de alguma forma na formação de jovens e adolescentes, para saber lidar com relacionamentos e principalmente com o término deles?
 
Rhaisa Figueira em 12/07/2013 08:50:52
Sei não, conheço gente que foi varias vezes agredida, foi a delegacia registrar queixa e deu com os burros n'agua, não tinha delegado um dia, no outro estava sem sistema, no outro precisaria de fazer corpo delito e por ai vai as desculpas, depois o ex mata, fala que as mulheres devem prestar queixa, de que adianta se o sistema não funciona, depois da coisa feita é que falam que " deveria procurar as autoridades", mas as autoridades não estão la para atender a população. Lamentável.
 
FILIPI ANDRADE em 11/07/2013 18:21:06
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