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Capital

Homem que tentou matar a esposa a tiros é condenado a 8 anos de prisão

Juliano da Silva Teixeira será monitorado por tornezeleira eletrônica e não poderá manter contato com a vítima

Por Ana Paula Chuva | 23/06/2022 13:09
Estátua da deusa Themis, símbolo da Justiça, em frente ao Fórum da Capital. (Foto: Paulo Francis)
Estátua da deusa Themis, símbolo da Justiça, em frente ao Fórum da Capital. (Foto: Paulo Francis)

Juliano da Silva Teixeira, 33 anos, foi condenado a 8 anos de prisão por tentativa de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo. Em 27 de agosto de 2020, ele tentou matar a esposa a tiros no Jardim Cabreúva em Campo Grande e sentou no banco dos réus para ser julgado nesta quarta-feira (22).

O julgamento de Juliano aconteceu, inclusive com a presença da vítima, com quem estava casado há 15 anos quando houve o crime. Ela chegou a defender o ex-marido e o classificou como "belo homem" e afirmou que a convivência do casal "era tranquila", apesar de diversas brigas e agressões, também por parte dela.

No dia do crime, por desconfiar de uma suposta traição, Juliano trancou todas as portas da casa, ligou o som em volume alto e confrontou a mulher. Houve discussão, ele a xingou e então disse que a mataria. Juliano jogou a vítima sobre a cama e começou a agredi-la com diversos socos no olho.

Para se defender, a vítima chutou o companheiro, que então pegou a arma de fogo e mirou na cabeça dela. "vou matar você e os filhos", teria ameaçado. Ele acionou o gatilho por cinco vezes, mas em quatro, a arma falhou. No último tiro, a vítima se esquivou e foi atingida de raspão. O homem fugiu em uma motocicleta e foi preso dias depois, mas respondia em liberdade.

Durante o julgamento desta quarta, a defesa de Juliano chegou a pedir a desclassificação para lesão corporal e a retirada das qualificadoras. Já sobre a posse irregular de arma de fogo foi alegado ausência de materialidade e inexigibilidade de conduta diversa em virtude de ameaças.

No entanto, o Conselho de Sentença, por maioria de votos decidiu condenar o réu pela tentativa de feminicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe, bem como pela posse irregular de arma de fogo.

A pena inicial seria de 16 anos de prisão, no entanto foi reduzida em um ano em razão da confissão de Juliano e depois caiu para a metade, ou seja, 7 anos e seis meses, por se tratar de tentativa de feminicídio. Pela posse irregular de arma de fogo, Juliano foi condenado a mais um ano e um mês de prisão.

Com isso, na sentença assinada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, por se tratar de pena menor que oito anos, o regime definido foi o semiaberto, ou seja, Juliano será monitorado por tornozeleira eletrônica e deverá comparecer em juízo a cada 30 dias.

Além disso, o condenado deverá se manter distante da ex-esposa em pelo menos 100 metros e fica proibido de se comunicar com a mulher por telefone, redes sociais, WhatsApp ou qualquer outra forma.

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