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30/09/2016 14:45

Idoso que matou mulher asfixiada é condenado a 9 anos de prisão

Crime aconteceu em 2010; João Batista bateu a cabeça da mulher contra a parede e a esganou até a morte

Anahi Zurutuza
Idoso que matou mulher asfixiada é condenado a 9 anos de prisão

João Batista Silvério Pereira, 69 anos, foi condenado por homicídio doloso pelo júri popular na manhã desta sexta-feira (30). Em 2010, ele matou a mulher. Maria Lúcia de Souza, 45 anos, foi esganada até a morte depois que o companheiro bateu a cabeça dela várias vezes contra a parede.

Depois que os jurados votaram pela condenação do réu, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal de Júri, fixou a pena dele em nove anos. Um dos atenuantes considerados na hora de calcular o tempo de reclusão foi o fato de João Batista ter confessado que era o assassino, o que foi decisivo para que a polícia pudesse concluir a investigação.

Porém, o idoso permaneceu em silêncio durante julgamento.

O caso – O crime ocorreu no dia 4 de dezembro, na Rua Projetada, no Bairro Bosque de Carvalho – no norte de Campo Grande. João morava com a vítima há três meses.

Conforme a promotora de Justiça Daniela Cristina Guiotti, no dia do crime, os dois chegaram em casa bêbados e começaram a discutir, porque a vítima queria que o homem fosse embora da residência dela.

Ele relatou que durante a briga, Maria o agrediu com uma faca e para se defender a segurou pelo pescoço e bateu a cabeça dela contra a parede, momento em que vítima ficou desacordada e João aproveitou para fugir.

O réu afirmou à polícia que não sabia da morte da mulher e quando ficou sabendo, se entregou, quatro dias após o crime, na delegacia de São Gabriel do Oeste. Ele foi acompanhado de um advogado de defesa, prestou depoimento e foi liberado, pois já havia passado o flagrante.

Ainda segundo a promotora, o réu relatou que ao sair de casa na noite do homícidio ligou para o número de emergência avisando que tinha uma pessoa ferida em casa, porém não há registro dessa ligação no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e Corpo de Bombeiros. “Ele se contradisse várias vezes durante depoimento à polícia”, diz Daniela Cristina.

O crime não teve testemunha. Como o casal estava há pouco tempo juntos, a família da vítima não conhecia João Batista.



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