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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

02/02/2015 15:00

Impasse barra verba do SUS e restringe atendimentos em novo hospital

Michel Faustino
Atualmente o Cempe atende em média 250 crianças por dia. (Foto: Marcelo Calazans/ Arquivo)Atualmente o Cempe atende em média 250 crianças por dia. (Foto: Marcelo Calazans/ Arquivo)

O impasse quanto ao funcionamento do Cempe (Centro Municipal Pediátrico), reprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, continua e pode fazer com que os atendimentos na unidade sejam restringidos, em decorrência da indisponibilidade de recursos federais.

Segundo a gerente administrativa da unidade, Renata Guedes Alves Allegretti, a Cempe está atendendo há três meses “a todo vapor”. No entanto, a ampliação dos atendimentos pode ser inviabilizada em decorrência do não recebimento de recursos do SUS ( Sistema Único de Saúde). Ela lembra que dos 100 leitos existentes na unidade, apenas 40 estão em funcionamento.

“Infelizmente isso inviabiliza a vinda desses recursos, que são importantes, até porque estamos atendendo a rede pública. E sem esses recursos vai chegar uma hora que não iremos poder atender uma demanda crescente e vai chegar uma hora que não vamos conseguir ampliar os atendimentos por causa disso”, disse.

Atualmente, o Cempe realiza em média 250 atendimentos por dia e desde sua inauguração, no dia 12 de outubro do ano passado, até o fim de janeiro deste ano, já foram realizados pouco mais de 24 mil atendimentos clínicos e ambulatoriais. A unidade que funciona na Avenida Afonso Pena, no antigo Hospital Sírio Libanês, tem gasto mensal de R$ 2 milhões e aluguel de R$ 193 mil.

O primeiro secretário do Conselho Municipal de Saúde, Sebastião de Campos, explica que o município não pode utilizar recurso do FMS (Fundo Municipal de Saúde) para a estrutura que deveria operar como hospital pediátrico. Ele ainda reforça que ao se concentrar atendimentos na região central da cidade se limita o acesso da população ao serviço. Somando a isso está o fato de médicos ganharem até três vezes mais que os profissionais que atuam nas unidades descentralizadas.

“A decisão do conselho está mantida e não mudou. Se quiser manter a unidade pode utilizar recurso do tesouro, mas não do FMS (Fundo Municipal de Saúde) que, se pegou, terá que devolver sob o risco de improbidade administrativa”, ressaltou, ao considerar repasse de R$ 4 milhões, autorizado no ano passado pela Câmara Municipal, para o Cempe.

Reforço – Idealizado pelo prefeito Gilmar Olarte (PP), o projeto foi colocado em prática no dia 12 de outubro como reforço no atendimento pediátrico na Capital, tendo atendimento ambulatorial até a ativação de 100 leitos hospitalares e dois centros cirúrgicos.

Em 5 de janeiro, a unidade passou a abrigar também o Centro de Especialidades Infantil com atendimento realizado, mediante regulação médica, por neurologistas, endocrinologistas, otorrinolaringologistas, alergologistas, reumatologistas, infectologistas e nefrologistas, dentre outros.



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