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Capital

Impasse continua e decisão sobre reajuste na Santa Casa fica para sexta

Reajuste salarial dos profissionais de saúde depende de acordo entre hospital e prefeitura

Gabrielle Tavares | 04/10/2022 17:08
Reunião do TRT desta terça-feira. (Foto: Divulgação)
Reunião do TRT desta terça-feira. (Foto: Divulgação)

Pela segunda vez, reunião entre Santa Casa Municipal de Campo Grande, Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Estado de Mato Grosso do Sul) e TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região é encerrada sem decisão definitiva. As entidades se reuniram na tarde de hoje (4) para tentar chegar a um acordo e evitar que nova greve no hospital seja deflagrada, mas nova audiência foi marcada para a sexta-feira (7).

Técnicos e enfermeiros decretaram greve no dia 28 de setembro pedindo reajuste de 10% ao salários dos profissionais, além de reivindicar outras 40 cláusulas trabalhistas. Na ocasião, o TRT havia proibido a paralisação e imposto multa de R$ 100 mil por dia de greve, medida que foi revogada em reunião conciliatória do dia 29 de setembro, que também encerrou a paralisação.

Contudo, a Santa Casa informou que não possui recursos para pagar o reajuste e que depende da renovação de um convênio com a Prefeitura de Campo Grande para arcar com o aumento na folha de pagamento.

O secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho explicou que município ofereceu cerca de 20% de acréscimo ao contrato atual com o hospital, o que totalizaria repasse de R$ 28,5 milhões mensais e pediu para o governo do Estado dar contrapartida de R$ 1 milhão.

"Ainda esperamos a respostas do governo, o que possibilitaria repasse de R$ 29,5 milhões por mês, mas a Santa Casa ainda não concorda e solicita um empréstimo de R$ 4 milhões por mês para que o município pague junto com o governo do Estado, uma situação que não é possível", relatou.

Secretário da Sesau, José Mauro Filho. (Foto: Divulgação)
Secretário da Sesau, José Mauro Filho. (Foto: Divulgação)

Na avaliação do secretário, o repasse é suficiente para que o reajuste seja pago aos funcionários.

"É uma situação que não tem absolutamente nada a ver com o município, nós estamos aqui no Tribunal do Trabalho justamente pra mediar e evitar uma greve trabalhista, mesmo não sendo nós os responsáveis diretos por essa contratação. O hospital é privado e contrata seus funcionários, que tem direito a reajustes anuais.

No entanto, o município está em dia com os pagamentos e não pode deixar a sociedade ser prejudicada por um desacordo com o hospital e os trabalhadores", completou Mauro Filho.

A vice-presidente do Siems, Helena Delgado, tem esperança que a reunião de sexta-feira resolva a situação da categoria, mas avisou que se não houver, o sindicato ajuizará dissídio coletivo.

"E em dissídio coletivo, em geral, nós entramos com greve. Nós vamos fazer de tudo para evitar todo movimento paredista, nós estamos do lado da população e queremos melhor qualidade de assistência. Mas também não podemos ficar com esse prejuízo de não ter um reajuste em 2022, porque Estado e município não conseguem se alinhar. Pedimos para que a sociedade fique do lado dos trabalhadores, porque se não fizermos esse movimento paredista não conseguimos fazer com que o poder público olhe para dentro do hospital", ressaltou.

A Santa Casa participou da reunião, mas optou por não falar com a reportagem.

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