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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

03/07/2014 21:47

Inquérito que investiga caso de servidora que cobrou propina é prorrogado

Alan Diógenes

O inquérito civil que investiga o caso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cometido por Roberlaine Patrícia Alves, de 28 anos, servidora do Ministério da Saúde, que cobrou R$ 150 mil em troca da liberação de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares para o Hospital do Câncer Alfredo Abraão foi prorrogado por mais 15 dias. O processo investigativo foi adiado por que ainda faltam ser ouvidos os depoimentos de possíveis envolvidos no crime.

De acordo com o superintendente da Polícia Federal Edgar Marcon, alguns funcionários do Ministério da Saúde serão ouvidos por carta precatória. Roberlaine já está presa há 17 dias. O advogado André Stuart assumiu a defesa da acusada nesta quinta-feira e deverá preparar mais argumentos para defender a ré.

A chantagem começou no dia 15 de maio, em encontro com o diretor-presidente do hospital, Carlos Coimbra, em Brasília. Primeiro, a servidora exigiu R$ 50 mil para agilizar a liberação de R$ 1 milhão para a compra de dois equipamentos. Depois, cobrou mais R$ 100 mil em troca de emenda de R$ 1,6 milhões para a instituição adquirir acelerador linear.

Ele tinha afirmado já ter encontrado com a servidora "em uma ou duas ocasiões" anteriores, sempre à trabalho, mas a chantagem aconteceu na última reunião. Indignado com a cobrança de propina, assim que voltou a Campo Grande, Coimbra procurou a promotora de Justiça, Paula Volpe, para denunciar o caso. Ela o aconselhou a acionar a PF (Polícia Federal), que detonou a investigação.

Com a autorização do juiz federal Odilon de Oliveira, Coimbra depositou R$ 50 mil em uma conta bancária informada pela servidora. O procedimento permitiu a PF rastrear a conta, de titularidade do pai de ex-namorado da funcionária do Ministério.

Ainda sob orientação da polícia, o presidente do hospital marcou uma reunião com a servidora em Campo Grande para lhe entregar o restante da propina. Em uma sala monitorada por agentes da PF, com câmaras e escutas, Coimbra entregou R$ 100 mil, em sete folhas de cheque, quatro de R$ 10 mil e três, de R$ 20 mil.



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