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Capital

Membro de quadrilha do jogo do bicho do Ceará foi preso em condomínio na Capital

Mandado em Campo Grande foi cumprido no condomínio localizado na Rua Rachid Neder, no Bairro Monte Castelo

Por Viviane Oliveira | 25/04/2024 10:58
Case encontrada na casa de alvo da PF em Campo Grande (Foto: reprodução/auto de prisão em flagrante)
Case encontrada na casa de alvo da PF em Campo Grande (Foto: reprodução/auto de prisão em flagrante)

O comerciante Henrique Abraão Gonçalves da Silva, de 27 anos, foi preso por força de mandado de prisão em ação da PF (Polícia Federal), no condomínio localizado na Rua Rachid Neder, no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande.

Ele era um dos alvos da Operação Primma Migratio, deflagrada pela PF do Ceará na manhã de ontem (24), contra organização criminosa envolvida com exploração de jogos de azar, tráfico de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro de atividades ilegais em loterias esportivas. O grupo teria movimentado mais de R$ 300 milhões. Não foi informado qual a participação dele na quadrilha.

Durante buscas das equipes policiais da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), foram encontradas no guarda-roupa da casa de Henrique duas cases, acessórios destinados ao acondicionamento de armas de fogo. Em uma delas, havia dois carregadores de pistola 9 mm e munições .380.

Indagado sobre as munições, Henrique disse à polícia que havia iniciado processo para emissão do certificado de registro para ser CAC (Caçador, Atirador e Colecionador). Segundo ele, chegou a adquirir uma pistola 9 mm e as munições encontradas em seu apartamento, mas como não concluiu o processo, acabou devolvendo a arma. Ele foi preso em flagrante por posse de munição de arma de fogo. A reportagem entrou em contato com a defesa de Henrique e aguarda retorno.

Além de MS e Ceará, a ação ocorreu em outros dois Estados, São Paulo e Santa Catarina. Conforme a Polícia Federal, durante a investigação, que durou dois anos, foram coletadas evidências de que a cúpula dessa organização migrou parte de sua estrutura gerencial do Estado de São Paulo com o objetivo de implantar no Ceará atividades clandestinas rentáveis, como o "jogo do bicho" e o tráfico de drogas e armas.

Na mesma operação, em Santa Catarina, em Itajaí, foi preso Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho do traficante Marco Willians Herbas Camacho, o "Marcola", apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC). Leonardo, de acordo com a polícia, atuava no gerenciamento de negócios da organização criminosa.

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