Ligação de Reinaldo segura mais um nome no PSDB
Da água pro vinho - A praticamente duas semana do fechamento da janela partidária as movimentações não param. Depois de decretar a morte do ninho tucano com a saída das principais lideranças sul-mato-grossense, o deputado estadual Jamilson Name (PSDB), terá que recalcular a rota. A pedido do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o parlamentar que cogitou ir para o PL e PP afirmou que deve continuar no PSDB. “A gente é tucano de natureza”, brincou. Segundo ele, ainda é um momento de reflexão.
Fora do ninho - A mudança de rota é consequência de uma insatisfação interna. Mesmo com dois deputados federais, Dagoberto Nogueira (PSDB) e a Geraldo Resende (PSDB), permanecendo no ninho tucano, o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), indicou que deve deixar o partido. Após uma conversa com o governador Eduardo Riedel (PP), Caravina avalia se filiar em um dos partidos da federação UP (União Brasil - Progressista). A decisão deve sair até o fim da semana.
Reta final - A maior mudança partidária na Assembleia Legislativa já tem data. O ato de filiação dos deputados estaduais que vão para o PL está programado para 30 de março, quatro dias antes do fechamento da janela. A expectativa é que cinco parlamentares assinem a ficha de filiação para o PL: Mara Caseiro (PSDB), Paulo Corrêa (PSDB), Zé Teixeira (PSDB), Márcio Fernandes (MDB) e Lucas de Lima (Sem partido). Com isso a bancada do PL assumirá a liderança com sete deputados
Descartado - Ainda sem definição do futuro partidário, o deputado estadual Lídio Lopes (Sem partido), afunilou suas opções. O parlamentar descartou a filiação ao Republicanos, uma das legendas cotada na janela partidária. O partido que estará no arco de aliança do governador Eduardo Riedel (PP), deve receber a filiação do deputado federal Beto Pereira (PSDB), que irá presidir a legenda. Entre as opções ainda estão o PP de sua esposa, a prefeita Adriane Lopes, e o PSD.
Marajás da saúde - Os planos de saúde fecharam 2025 com lucro recorde de R$ 24,4 bilhões, impulsionados por uma estratégia clara: cobrar mais caro enquanto os custos crescem menos. Segundo dados da ANS, as mensalidades subiram acima das despesas médicas, o que ajudou a reduzir a sinistralidade para 81,7%, o menor nível desde 2020. Na prática, isso significa que as operadoras passaram a gastar menos com atendimento em relação ao que arrecadam, ampliando a margem de ganho. O resultado foi um lucro equivalente a 6,2% da receita total, um patamar elevado para o setor.
Juros ajudam - Além do aumento nas mensalidades, o cenário de juros altos também contribuiu para turbinar os ganhos. As operadoras ampliaram receitas com aplicações financeiras, somando bilhões em rendimento fora da atividade principal. Ou seja, o lucro não veio só da operação de saúde, mas também do dinheiro parado rendendo. No fim, o setor conseguiu ampliar resultados tanto pelo lado da cobrança ao consumidor quanto pelo ambiente econômico favorável, enquanto os custos assistenciais ficaram relativamente sob controle.
Reação - Procuradores da República reagiram contra mudanças em discussão no Congresso que podem acabar com a aposentadoria compulsória como punição disciplinar. A ANPR criticou emendas incluídas na PEC e afirmou que elas permitem a perda do cargo mesmo sem decisão judicial definitiva. Hoje, pela Constituição, juízes e membros do Ministério Público só podem ser demitidos após trânsito em julgado, o que funciona como proteção à independência dessas carreiras.
Autonomia - A entidade argumenta que flexibilizar essa regra abre espaço para pressões externas e até demissões por decisão administrativa, o que, na prática, enfraquece a autonomia do Judiciário e do Ministério Público. Embora não rejeite totalmente o fim da aposentadoria compulsória, a associação defende que qualquer punição mais grave, como a perda do cargo, continue dependendo de decisão judicial final. O debate ganhou força após posicionamento do ministro Flávio Dino, que considerou a aposentadoria compulsória inconstitucional em casos de falta grave, defendendo a demissão como sanção adequada.
Ironias do destino – Dono de boxes no Camelódromo que foi alvo de Polícia Federal nesta quarta-feira (18), Clenio Alisson Tavares da Silva, de 46 anos, carrega ao menos duas ironias do destino no currículo. Integrante de esquema milionário de contrabando e descaminho investigado pela PF e Receita Federal na Operação Iscariotes, ele nasceu na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais.
Rota de sucesso – Empresário bem-sucedido no ramo, pelo menos até agora, Clenio é morador da rua Bom Sucesso, na Vila Marcos Roberto, em Campo Grande – outra coincidência. O endereço foi um dos visitados por policiais federais em busca de provas contra grupo que teve R$ 40 milhões em bens bloqueados por ordem judicial.


