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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

02/11/2018 19:01

Internada há 2 semanas, mulher de 57 anos morre vítima de leishmaniose

Caso é o quarto confirmado, este ano, em Mato Grosso do Sul; vítima deu entrada na Santa Casa da Capital no dia 22 de outubro

Liniker Ribeiro
Fachada da Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Reprodução)Fachada da Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Reprodução)

Morreu na Santa Casa de Campo Grande, no fim da manhã desta sexta-feira (2), Élda de Campos Amorim, paciente que estava internada há duas semanas e apresentava sintomas de leishmaniose. A confirmação da doença, segundo a assessoria de imprensa do hospital, saiu na última quinta-feira (1º).

Desde o início do ano, Mato Grosso do Sul havia registrado outras três mortes por leishmaniose, de acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde). Conforme o hospital, a paciente deste quarto caso deu entrada no dia 22 de outubro, já com o quadro clínico delicado.

Élda chegou a apresentar febre alta e demais sintomas, tenso sido realizados diversos exames laboratoriais, que descartaram diferentes tipos de doenças. As causas dos sintomas só foram confirmadas na véspera do feriado de finados, indicando ser leishmaniose.

A morte da paciente foi confirmada por volta do meio-dia. A paciente, segundo o hospital, também apresentava sintomas de hepatite.

Ano passado - Em 2017, oito pessoas morreram vítimas da doença em Mato Grosso do Sul, duas delas em Campo Grande. Este ano, as mortes confirmadas foram registradas em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.

A doença - Quando o assunto é leishmaniose, durante muito tempo os cães foram considerados vilões, por serem hospedeiros do mosquito transmissor da doença. Mas o grande influenciador no aumento ou diminuição dos casos da doença é, na verdade, o clima e suas mudanças.

Soa clichê, mas as duas únicas formas das pessoas conseguirem impedir a leishmaniose visceral humana é barrar a criação do mosquito ou cuidar para não ser picado, neste caso, com o uso de repelente. A doença não é transmitida pelo cachorro, mas pela fêmea de um flebotomíneo - o mosquito-palha.

Ele tem características que o assemelha aos mosquitos comuns, mas suas larvas se desenvolvem no solo úmido e em matéria orgânica, ou seja, não precisa de reservatórios de água, como os mosquitos comuns. No Brasil apenas duas espécies têm importância em saúde pública: Lutzomyia longipalpis, que pode ser encontrado em todo País; e Lutzomyia cruzi, restrito a Mato Grosso do Sul.

Nesta versão da doença, os órgãos internos são afetados. Os sintomas costumam se manifestar em torno de 4 a 8 meses depois da infecção, mas podem levar até 2 anos para sua aparição. Nos casos em que o paciente é imunocomprometido, alguns dias podem bastar para que a doença apareça.



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