À espera de novas pontes, fazendeiro teme isolamento no Pantanal do Nabileque
Agesul informa que projetos estão em fase final e dependem de licenciamento ambiental para início das obras
Fazendeiros do Pantanal do Nabileque, na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, temem ficar sem alternativas de acesso durante o período de cheias por causa da falta de pontes na região. Duas estruturas utilizadas como desvio foram destruídas por incêndios que atingiram o bioma nos últimos anos e ainda não foram reerguidas.
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Fazendeiros do Pantanal do Nabileque, em Mato Grosso do Sul, enfrentam dificuldades de acesso devido à destruição de pontes por incêndios. As estruturas da Vazante do Relógio e Rio Naitaca aguardam licenciamento ambiental para reconstrução, segundo a Agesul. Os proprietários rurais são forçados a utilizar desvios que aumentam o percurso em até 140 quilômetros. Com as cheias, temem ficar isolados nas propriedades. As pontes provisórias de madeira, instaladas em 2022, também foram consumidas pelo fogo e ainda não foram substituídas por estruturas de concreto.
Em nota, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) informou que as pontes da região do Nabileque, Vazante do Relógio e Rio Naitaca estão em fase final de elaboração de projetos e aguardam licenciamento ambiental junto ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) para início das obras.
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Segundo a agência, as estruturas já foram contratadas na modalidade de contratação integrada, que inclui a elaboração dos projetos e a execução das obras. A ordem de início foi assinada em janeiro de 2026.
Fazendeiro na região, João Paulo Napoli afirma que, atualmente, utiliza o acesso por Bonito, que passa por área indígena e pelo Rio Naitaca. No entanto, a ponte nesse trecho também foi atingida por incêndio. Com as chuvas recentes, o local está alagado e impede a passagem de veículos.
Para chegar à fazenda, ele precisa fazer um trajeto alternativo por Miranda, seguindo até a estrada de chão da Fundação Bradesco, passando pela Vazante do Relógio. O desvio representa aumento de aproximadamente 140 quilômetros no percurso.
“Quando vêm as chuvas da serra, a água desce pelo Naitaca e enche o desvio da ponte. Nesse trecho, tem que passar de barco, deixar o carro e procurar trator do outro lado para conseguir acessar as fazendas”, relata.
João Paulo afirma que a região da Vazante do Relógio não está alagada no momento, mas teme que, sem a construção de pontes de concreto, os proprietários fiquem isolados durante o período de cheia.
“O desvio pela ponte da Fundação Bradesco, por Miranda, passa por um curichão grande na região do Relógio. Se vier água de outros estados, pode romper essa passagem. É um desvio de terra, sem tubulação adequada. Se estourar, as fazendas vão ficar isoladas”, afirma.
O proprietário diz ter procurado órgãos responsáveis para obter informações sobre o andamento das obras, mas recebeu a resposta de que o processo ainda está em tramitação, e pede celeridade das autoridades.
Conforme reportagens publicadas à época, as pontes da região passaram por reconstrução em 2022, após serem destruídas pelos incêndios registrados no Pantanal entre 2020 e 2021. As estruturas provisórias de madeira instaladas posteriormente também foram atingidas pelo fogo, e até o momento não foram trocadas por pontes de concreto.
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