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Capital

Investigação sobre jogo do bicho terá de esperar chefe da polícia voltar dos EUA

Garras encontrou "depósito" de máquinas da loteria ilegal numa casa do Bairro Monte Castelo

Por Anahi Zurutuza e Viviane Oliveira | 18/10/2023 18:51
Delegado-geral, Roberto Gurgel, posa para foto em viagem aos EUA (Foto: Instagram/Reprodução)
Delegado-geral, Roberto Gurgel, posa para foto em viagem aos EUA (Foto: Instagram/Reprodução)

A investigação para chegar ao dono das 700 máquinas do jogo do bicho encontradas em uma casa do Bairro Monte Castelo, em Campo Grande, na segunda-feira (16), terá de esperar a volta do delegado-geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel, dos Estados Unidos. A apreensão foi feita pelo Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), mas não se sabe ainda qual especializada da Capital tocará o inquérito.

Há a possibilidade das apurações ficarem sob a responsabilidade do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), comandado pela delegada Ana Cláudia Medina. A informação na unidade, contudo, é que nada ainda chegou por lá.

“O delegado-geral está em viagem oficial para o exterior e somente segunda-feira isso deve ser deliberado por ele”, explicou Fábio Peró, chefe do Garras.

Gurgel também confirmou que ainda não decidiu nas mãos de qual delegado deixará a missão de descobrir quem está lucrando com a loteria ilegal em Campo Grande. “Estou fora do país com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, mas acompanhando a situação. Assim que chegar, vamos analisar de maneira técnica e jurídica, como sempre fizemos, qual a unidade com atribuição para a investigação”, explicou.

O delegado-geral está em San Diego, na Califórnia, onde participou da Conferência e Exposição Anual da Associação Internacional de Chefes de Polícia. O evento reuniu 16 mil participantes do mundo todo, “para aprender novas técnicas, aprimorar seus conhecimentos e carreiras e equipar seu departamento para sucesso contínuo”, conforme o chefe da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Garras descobriu "depósito" de máquinas do jogo do bicho na segunda-feira (Foto: Juliano Almeida)
Garras descobriu "depósito" de máquinas do jogo do bicho na segunda-feira (Foto: Juliano Almeida)

O flagra – Na tarde desta segunda-feira, policiais do Garras investigavam detalhes de outro crime quando a especializada recebeu denúncia de roubo cuja placa do carro usado pelos supostos criminosos foi anotada. Ao receber o alerta, a equipe que estava no Monte Castelo visualizou o veículo do assalto em frente a uma casa na Rua Gramado e passou a monitorar o local.

Foi quando um motociclista deixou a residência e os investigadores em viatura descaracterizada decidiram segui-lo. Sem conseguir abordar o homem de moto, a equipe voltou para o endereço onde o carro de assaltantes havia sido deixado.

O veículo já não estava mais no local, mas com a chegada de reforços, os policiais tocaram a campainha da casa. Um homem atendeu, disse que estava ali para “jogar baralho” e quando os investigadores entraram, havia outras pessoas no local, além das máquinas utilizadas para a coleta de apostas da loteria ilegal.

Na “turma do baralho”, estavam dois policiais militares aposentados, o major Gilberto Luiz dos Santos, que também é funcionário da Assembleia Legislativa, e o sargento Manoel José Ribeiro. “Major G. Santos”, como é conhecido o oficial da PM, está lotado no gabinete do deputado estadual Roberto Razuk Filho, mais conhecido como Neno Razuk, desde 2019.

Além dos PMs, outras sete pessoas foram conduzidas para a sede do Garras, onde deram depoimento e foram liberados. Todos negam ligação com o jogo de azar, mas o Campo Grande News apurou que uma das linhas de investigação da Polícia Civil é que o major e o sargento tenham ligação com um dos grupos que opera a loteria clandestina no sul do Estado.

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