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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/11/2015 17:12

Jovem que matou homem se passa por irmão gêmeo para escapar da polícia

Alan Diógenes
Henrique disse que matou a vítima para se defender. (Foto: Gerson Walber)Henrique disse que matou a vítima para se defender. (Foto: Gerson Walber)
Corpo foi encontrado de bruços em rua do Marcos Roberto. (Foto: Gerson Walber)Corpo foi encontrado de bruços em rua do Marcos Roberto. (Foto: Gerson Walber)

Um jovem de 18 anos foi preso após ser acusado de matar Carlos Eduardo Nogueira Ribeiro, 27, a facadas, pedradas e pauladas, na manhã desta segunda-feira, no Bairro Marcos Roberto, em Campo Grande. Para conseguir escapar dos policiais ele se passou pelo irmão gêmeo.

A prisão foi feita por uma equipe do SIG (Serviço de Investigações Gerais) do DPC (Departamento de Polícia da Capital). Logo após o crime, os policiais iniciaram diligências para chegar até ao paradeiro de Henrique Rodrigues dos Santos.

Apenas três horas após crime, os policiais conseguiram encontrar o acusado no Bairro Jóquei Clube, onde mora com a mãe. Lá ele deu o nome do irmão gêmeo, que não estava no local, para conseguir escapar da prisão.

Isso só não foi possível, porque dois detalhes o entregaram: as tatuagens da folha da maconha e a escrita de seu apelido: “Pimenta”, na perna. Além disso, ele também foi reconhecido por testemunhas.

O assassinato foi cometido com crueldade. Por exemplo, a faca utilizada chegou a quebrar dentro do corpo da vítima, que levou de 6 a 10 facadas nas regiões do tórax, costas e rosto. Questionado a respeito do motivo que o levou a matar Carlos, o jovem disse que estava apenas se defendendo.

“Ele ameaçou me matar com a faca. Para me defender atirei uma pedra em sua cabeça e em seguida tomei a faca de suas mãos e o matei, se não eu é quem iria acabar morrendo”, contou Henrique.

Ele alegou não conhecer a vítima e nega usar qualquer tipo de droga. Disse que fuma apenas cigarro e que a vítima era usuário de drogas.

O delegado Hoffman D’ávila, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, que atendeu a ocorrência pela manhã, apontou que o homicídio pode ter sido causado por dívidas com o tráfico de drogas, por conta do local onde o corpo da vítima foi encontrado, conhecido pela compra e venda de entorpecentes.



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