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Capital

Juiz adia julgamento de homicídio "sem corpo" por falta de testemunha

De acordo com os autos, falha do cartório impossibilitou a presença de depoente

Por Gustavo Bonotto | 18/04/2024 22:04
Maikel Martins Pacheco, em foto utilizada nas redes sociais. (Foto: Arquivo)
Maikel Martins Pacheco, em foto utilizada nas redes sociais. (Foto: Arquivo)

A Justiça de Mato Grosso do Sul adiou, na tarde desta quinta-feira (18), o julgamento de sete pessoas acusadas pela morte de Maikel Martins Pacheco por falhas processuais. O delegado responsável pelo inquérito, hoje testemunha, não foi chamado a tempo.

A decisão de adiar partiu do juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Segundo o titular, o cartório não expediu a requisição de uma testemunha imprescindível para o processo dentro do prazo estabelecido.

A falha foi destacada como "perda do dia reservado ao julgamento" e "despesas indevidas ao Judiciário". O tabelionado chegou a ser advertido. Na mesma decisão, Garcete manteve a prisão preventiva dos acusados. São eles: Everson Silva Gauna, Iago Gustavo Ribeiro Bronzoni, Marcio Douglas Pereira Rodrigues, Marcio Fernandes Feliciano, Tales Valensuela Gonçalves e Wesley Torres da Silva.

O texto, no entanto, não estabeleceu uma nova data para a audiência.

Na época da prisão, um dos acusados revelou detalhes de como o crime aconteceu. Em depoimento, relatou que era simpatizante da facção, vendia drogas na região da Vila Nhanhá e na antiga rodoviária e fazia alguns serviços para integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Por isso, no dia do crime, foi chamado até a casa de um dos envolvidos, no Bairro Dom Antônio Barbosa, e lá encontrou Iago, Tales e o próprio Maikel, que já estava ferido. Segundo ele, a vítima dizia que era simpatizante do CV (Comando Vermelho), facção rival do PCC.

Maikel passou a noite no local, em “julgamento”, e na manhã do dia seguinte foi levado para o local em que foi executado, uma estrada vicinal da Estação Guavirá. Equipes da delegacia especializada realizaram buscas em toda a região, mas Maikel não foi encontrado. A suspeita é que um dos envolvidos tenha voltado ao local, resgatado o corpo e enterrado em outra região.

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