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Capital

Dupla é condenada a 42 anos de prisão por morte no tribunal do crime

Maikel Martins Pachedo foi "julgado" pelo PCC e nunca teve o corpo encontrado

Por Gustavo Bonotto | 19/10/2023 21:27
Maikel Martins Pacheco, em foto utilizada nas redes sociais. (Foto: Arquivo)
Maikel Martins Pacheco, em foto utilizada nas redes sociais. (Foto: Arquivo)

Márcio Douglas Pereira Rodrigues, 26, e Tales Valensuela Gonçalves, 26, foram julgados na tarde desta quinta-feira (19) pela morte de Maikel Martins Pacheco, 19, ocorrida em 2019. Somadas, as penas resultam em 42 anos de reclusão em regime fechado.

De acordo com os autos, Tales foi o primeiro a ter a sentença anunciada na 1º Vara do Tribunal do Júri. O Conselho o condenou por cárcere privado e homicídio doloso, o que totaliza a pena de 21 anos e pagamento de 10 dias-multa.

Já para Márcio, o grupo considerou a prática de violência excessiva contra a vítima. Pela regra do cúmulo material, o autor recebeu a pena de 21 anos de prisão.

O caso - Maikel foi vítima de uma sessão de tortura, a mando de uma facção criminosa atuante dentro e fora dos presídios, de acordo com a denúncia. No entanto, o corpo da vítima nunca foi achado.

Durante a captura de um dos envolvidos, Wesley Torres da Silva revelou detalhes de como o crime aconteceu. Em depoimento, relatou que era simpatizante da facção, vendia drogas na região da Vila Nhanhá e na antiga rodoviária e fazia alguns serviços para integrantes do PCC.

Maikel passou a noite no local, em “julgamento”, e na manhã do dia seguinte foi levado para o local em que foi executado, uma estrada vicinal da Estação Guavirá.

Na versão de Wesley, ele ficou vigiando a região enquanto os outros entravam em uma mata com a vítima. De longe ouviu tiros. Afirmou ainda que todos fugiram logo em seguida, por conta da aproximação de um carro.

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