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Capital

Juiz considera prisão indevida e libera capitão da Polícia Militar

O juiz Albino Coimbra Neto considerou a prisão indevida e não homologou o auto de prisão em flagrante

Por Viviane Oliveira | 09/07/2021 11:18
O militar alega estar sendo perseguido e vítima de homofobia dentro da corporação (Foto: reprodução)
O militar alega estar sendo perseguido e vítima de homofobia dentro da corporação (Foto: reprodução)

O capitão Felipe dos Santos Joseph, preso na tarde de ontem (8), após discussão com coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), foi liberado pela Justiça em audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (9), no Fórum. O juiz Albino Coimbra Neto considerou a prisão indevida e não homologou o auto de prisão em flagrante.

Ontem, Felipe foi chamado para prestar declarações, supostamente sobre outros motivos, considerou se tratar de coação, negou as respostas e acabou preso por desrespeitar um superior, o tenente-coronel Antônio José Pereira Neto. Policial militar desde 2009, o capitão trabalha no Comando-Geral, onde aconteceu a prisão.

O juiz entendeu que não houve desobediência, porque o assunto não tinha relação com o serviço militar. “Deve obediência o policial militar a assuntos de seu ofício militar, unicamente. Por isso, preenchidos os requisitos legais, deixo de homologar o auto de prisão em flagrante delito e determino o relaxamento da prisão”, escreveu o juiz.

Caso -  Áudio pejorativo sobre homossexuais compartilhado no grupo da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul,  provocou denúncia de homofobia ao Ministério Público Militar, apresentada pelo capitão Joseph. O teor da postagem não foi divulgado, apenas citaram se tratar de uma piada sobre as buscas por Lázaro Barbosa, com imagem de dois policiais penais do Distrito Federal.

Gay, dentro de uma corporação conservadora, ele sentiu-se ofendido, declarou sua opinião contrária, saiu do grupo e levou o caso ao MPM (Ministério Público Militar) na semana passada.  Ontem, foi chamado para prestar declarações, supostamente sobre outros motivos, considerou se tratar de coação, negou as respostas e acabou preso por desrespeitar um superior. Mais cedo, diz que já havia recebido informações de colegas de que seria transferido, como mais um ato de perseguição dentro da PM.

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