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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

29/04/2013 16:15

Juiz decreta prisão de condutor que causou acidente ao brigar por R$ 1

Viviane Oliveira
O carro ficou destruído. (Foto: Marcos Ermínio)O carro ficou destruído. (Foto: Marcos Ermínio)

A Justiça decretou a prisão temporária do motorista do Voyage, Tiago Fernando Pereira de Souza, de 24 anos, que conduzia o Voyage, que estava lotado e se envolveu em um acidente na madrugada de sexta-feira no Centro da Capital. O acidente aconteceu após ele discutir com os integrantes do carro por causa de R$ 1,00. Na tragédia, uma adolescente de 15 anos morreu. 

Ele vai se entregar à Polícia somente amanhã (29), segundo o advogado de defesa, Amilton Ferreira de Almeida.

Tiago fugiu após colidir o carro que conduzia, um Voyage, em uma árvore e em um poste na esquina da avenida Ernesto Geisel com a Fernando Correa da Costa na madrugada de sexta-feira (26), em Campo Grande. Jéssica de Souza Sorrilha, de 15 anos, morreu, outras cinco ficaram feridas.

Segundo Amilton, a intenção de Tiago era socorrer as vítimas, mas fugiu do local do acidente porque ficou com medo de ser linchado. “Ele não pretende fugir da aplicação da lei penal”, disse o advogado.

De acordo com a Polícia, os jovens combinaram de pagar ao condutor R$ 20 para que fossem levados a um baile funk, no bairro Santo Antônio. Na volta, o valor foi acertado em R$ 10. No entanto, o grupo deu apenas R$ 9 ao condutor.

Tiago confirmou ao advogado, que ficou irritado por ter recebido R$ 1 a menos do que o combinado, mas nega que a manobra em ziguezague começou por causa da discussão. “Ele disse que perdeu o controle da direção e confirma a imprudência dele quanto aos pneus do carro, que não estavam em condições de uso”, explica Amilton.

Para justificar os semáforos que avançou no vermelho, o condutor explica que costuma a não parar no sinal de madrugada por causa de assaltos.

Conforme o delegado responsável pelo caso, Fábio Sampaio, o motorista vai responder por homicidio doloso e por lesão corporal.

Destroços do carro ficaram pelo local do acidente.(Foto: Marcos Ermínio)Destroços do carro ficaram pelo local do acidente.(Foto: Marcos Ermínio)

Acidente - A irmã da adolescente, Júlia de Souza Sorrilha é uma das testemunhas do acidente que aconteceu por volta das 4 horas. Ela também havia ido à festa, mas, voltou de motocicleta com uma amiga e trafegava na frente do automóvel.

De acordo com ela, a manobra teria começado após uma discussão entre os ocupantes sobre compra de combustível. O motorista passou por sinais vermelhos e trafegava em alta velocidade pelo sentido Centro/bairro.

Quando o carro passava em frente ao Horto Florestal, na Ernesto Geisel quase esquina com a Fernando Correa da Costa, o condutor perdeu o controle da direção, bateu em uma árvore, rodou na pista e depois colidiu a lateral direita em um poste.

Jéssica estava no banco de trás do veículo, no colo do namorado, Leandro Espíndola Alves, 17 anos. De acordo com a assessoria da Santa Casa, Leandro continua internado, mas passa bem.

Também estavam no banco traseiro Rubens Santiago da Silva, 18 anos; Camila Barbosa da Silva, 18 anos, e Andrey Rodrigues da Silva, 18 anos. No banco da frente estava Luís Carlos de Oliveira Santana, 27 anos.



gente, esquece esse assunto....
 
Marcos Ribas em 29/04/2013 21:59:09
Rafael Barbosa, Delegado não integra o Judiciário !
E mesmo se o MP oferecer denúncia pedindo a condenação dele por homicídio doloso, o "erro" também não será do Judiciário, porque o Ministério Público é uma instituição independente. O MP integrou o Judiciário antes da CF de 1988 ! ^^
 
Roberto M. Júnior em 29/04/2013 18:30:23
POR QUE JUDICIÁRIO INCOMPREENSÍVEL, RAFAEL BARBOSA ? PARA SEU CONHECIMENTO, AINDA ESTAMOS NA FASE DE INQUÉRITO POLICIAL, PODER EXECUTIVO ... ESTUDE MAIS DIREITO PROCESSUAL PENAL !
 
CARLOS RENATO LOPES em 29/04/2013 18:20:09
Tudo bem que o garoto estava errado e deve pagar pelo crime que cometeu, mas por que está sendo indiciado por homicídio doloso? Há provas que ele estava havia ingerido bebida alcoolica ou fazendo raxa? Acho que não, esse judiciário cada vez menos compreensível.
 
Rafael Barbosa em 29/04/2013 17:18:30
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