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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

23/05/2011 19:58

Juiz ouve sete testemunhas sobre morte de funcionário público

Ana Paula Carvalho

Elas afirmaram que o acusado pela morte sabia que a arma estava carregada

Guilherme chora enquanto aguarda juiz ouvir testemunhas da defesa (Foto: João Garrigó)Guilherme chora enquanto aguarda juiz ouvir testemunhas da defesa (Foto: João Garrigó)

Na tarde desta segunda-feira (23), o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Juri, Aluízio Pereira dos Santos, ouviu sete testemunhas de acusação durante audiência sobre a morte do funcionário público Ítalo Marcelo de Brito Nogueira, aos 27 anos. Ele foi morto pelo filho de um policial, com arma funcional, em junho do ano passado, durante uma festa na Vila Piratininga.

As testemunhas afirmaram que o clima na festa onde aconteceu o crime era de amizade e, que Guilherme Henrique Santana de Andrea, 22 anos, acusado pela morte, não pegou a arma do pai com a intenção de matar o funcionário público, mas que ele sabia que a espingarda calibre 12 estava carregada.

Uma prima da vítima que não quis se identificar, relatou que Guilherme foi até a viatura da Polícia Civil descaracterizada, que era utilizada pelo pai dele, o policial civil Pedro Vladimir de Andrea, pegou a arma e saiu apontando para as pessoas. Momento em que, mais uma vez, foi alertado sobre a arma estar carregada.

Outra testemunha que pediu para não ser identificada, disse que o pai do réu estava com a espingarda calibre 12 e com uma pistola ponto 40. Ele deu dois disparos com a pistola e mostrou a espingarda. A dona da casa onde acontecia a festa pediu que ele não fizesse mais isso e guardou a pistola.

O policial civil, pai de Guilherme, que era lotado na Denar (Delegacia de Narcótico) quando Ítalo morreu, foi suspenso e transferido para a Acadepol (Academia de Polícia). Ele confirmou que deu dois disparos com a pistola, mas disse que fez isso para testar a arma, já que estava sendo ameaçado por conta do trabalho como investigador.

Ainda de acordo com ele, a utilização da espingarda havia sido liberada pela corporação, devido essas ameaças. Ao Campo Grande News, Vladimir afirmou que não tem o que dizer. “Eu não tenho o que falar. Só lamentar e chorar”, diz.

O advogado assistente de acusação, Alexandre Torres, disse que ainda é muito cedo para afirmar se houve dolo no ato de Guilherme. Segundo ele, ainda é preciso ouvir as testemunhas de defesa e o interrogatório do réu.

Para o pai de Ítalo Marcelo, houve irresponsabilidade por parte de Vladimir, já que o policial civil deixou a espingarda carregada e destravada dentro da viatura da polícia.

“É irresponsabilidade desse pai que é policial e deixou a arma destravada. Se eu soubesse que ele estava armado tinha tirado meu filho de lá na hora”, afirma Ítalo Nogueira, 55 anos.

Muito emocionado, ele pede que Guilherme pague pelo crime. “Quero apenas justiça. Quero que ele (Vlademir) sinta o que eu senti quando perdi meu filho”, diz.

Guilherme caiu de moto a caminho da audiência e apareceu com escoriações. Ele acompanhou o depoimento de cinco testemunhas, as outras duas pediram para ele se retirar. O jovem chorou durante alguns momentos.

Duas das nove testemunhas arroladas pela justiça não compareceram. A próxima audiência está marcada para o dia 16 de junho. Três testemunhas de defesa serão ouvidas.

O caso- Guilherme é acusado de matar Ítalo com um tiro acidental disparado de uma espingarda pertencente a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública). A arma estava com o pai dele, que também estava no local do crime.

Vítima e autor participavam de uma festa em uma residência e em um determinado momento Guilherme pegou a arma do pai e então houve o disparo acidental que matou Ítalo.

Testemunhas disseram que o filho do policial havia ingerido bebidas alcoólicas e também que ficou mostrando a arma para as pessoas que lá estavam sem nenhum cuidado.

Ítalo trabalhava no Detran e era estudante de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Acusação- Guilherme responde por homicídio doloso (com intenção de matar). A acusação entendeu que ele assumiu o risco de matar ao manusear a arma. O pai dele, Pedro Vladimir responde a processo na 3ª Vara Criminal e respondeu a sindicância na Polícia Civil, pois estava com viatura sem estar em serviço.

A família de Ítalo contratou advogado para atuar como assistente de acusação do MPE. Edgar de Souza Gomes é o profissional contratado. Ele declarou que será verificado, após a oitiva das testemunhas de defesa, em 16 de junho, a possibilidade de denunciar também o policial civil pelo homicídio.

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ninguém é culpado nessa história, mas a arma se fez presente, e acabou cefando a vida de alguém, de uma pessaoa que tinha uma vida promissora toda pela frente, infelizmente tinha amizada com uma pessa inrresponssável.
 
ilma alexandre em 30/06/2011 09:37:48
Muito fácil pra vcs que não estavam presentes dizer que foi um acidente, que não se pode responsabilizar o rapaz pela atitude que teve, ele estava muito conciente do que estava fazendo , já sabia e no momento que pegou arma foi novamente avisado que ela estava carregada. Fazer cena pra fotos de que esta sentido com o que aconteceu é muito simples e sair dizendo que era amigo também é fácil , muitas coisas divulgadas não estão totalmente certas. Mas o fato é que uma pessoa especial, amigo, companheiro , filho carinho , e que seria uma pai mais maraviho do estava sendo foi morto de uma forma brutal e não volta aqui só nós resta a saudade.
 
EROTILDE SIQUEIRA em 03/06/2011 03:54:15
Quem são vocês para julgarem alguem? Quem são para julgar se o rapaz é ou não um playboy , nenhum de vocês sabem o que estava se passando no local , e ainda esse sensacionalismo que a midia faz.
VOCÊS não são ninguem para opontar para uma pessoa e dizer que é um assassino , assassino pra mim é quem mata uma pessoa com intenção , quem estupra uam criança , mata um idioso indefeso , isso sim é ASSASSINO , agora vem me dizer que acidentes não acontecem ,pessoas vazias que julgam sem ao menos conhecer isso é uma fatalidade ,
não estou defendendo o acusado não , só estou do lado CERTO , dos que não acusam sem ao menos conhecer, deixem para as autoridades esse papel , vocês não são ninguem para julgarem !
 
Larissa Mara em 27/05/2011 10:13:06
Não quero falar de justiça ou de culpados, mas sim de responsabilidade com a vida alheia. Ate quando vamos dar desculpas e achar um meio de tirar a responsabilidade de pessoas inconsequentes que brincam com a vida dos outros. Esse jovem e seu pai não só tirou a vida de um jovem promissor, alegre, feliz, com projetos e sonhos, como tambem de seus amigos queridos, primos, tios, irmãos e seus pais que jamais voltarão a ser feliz, e de a sua filha que não tera os abraços e o beijos do pai que tanto a amava. Foram varias vidas tiradas, muitos sonhos desfeitos, uma familia destruida.E isso foi só uma brincadeira? Se voce for pego transportando uma arma de fogo voce É PRESO e quem atira e mata? Poque o desarmamento da população ? se muitas armas estão no poder de pessoas erradas e ainda com o aval de algumas autoridades tão irresponsaveis. Quantos mais terão que morrer para que alguns dos nossos juristas entendem o valor da vida.
 
Regina Helena em 25/05/2011 10:27:48
Parem de julgar sem ao menos conhecer, isso sim é inadmissível. E se fosse algum ente de quem tanto fala o que quer aqui hein? tem que deixar que Deus resolva qual é o melhor caminho. Só ele pode julgar algo ou alguém, só ele tem explicação para todas as coisas. Esta mais do que comprovado que não houve a intenção e que o rapaz era amigo do Guilherme, acidente pode acontecer com qualquer um. Parem de hipocresia e deixem que quem tem competência tome a decisão cabível.
 
Ana Carolina em 24/05/2011 12:10:06
Esse e mais um caso que vai dar em nada,esse mais um playboi metido a besta mimado pelo pai que tambem e responsavel por esse crime,pois o mesmo tem um treinamenta para portar armas e deixa nas maos de leigos sabendo do perigo que pode causar.queremos justica para esse caso,lembrando tambem que o caso do seguranca morto tera que haver justica,pois a sociedada clama por justica!
 
junior celso em 24/05/2011 08:16:06
Esse e mais um plaboy mimado pelo pai que nao tem responsabilidada!queremos justica!O caso do seguranca morto tambem tem q haver justica queremos uma justica mais dura para esses casosq desestrutura toda a familia da gente!
 
junior celso em 24/05/2011 08:00:08
Esse rapaz é um irresponsável e assassino, desse tamanho brincando com arma, é inadimissível que ele não tenha assumido o risco de matar alguém, quem pega em arma é para atirar. Cadeia neles!!!
 
Lucio Xarão em 24/05/2011 07:25:48
foi uma fatalidade,inresponsabilidade sim,mas ifelizmente e uma vida que não volta .onde nesse mundo esta tudo banalizado e pai que deixa o filho pegar arma se ter noção e pai que acha normal o filho ficar bebado e desafiar os outros.e passa a mão na cabeça achando que irá proteger.
 
paulo henrique em 23/05/2011 11:39:20
Na realidade ,acredito que ele não teve intenção alguma em matar, mesmo por que tratava se de um amigo dele,agora que o pai dele errou de deixar uma arma daquele calibre, ou qualquer arma que fosse, isso é fato, mas não vamos crucifica los só por tratar se de um Policial Civil, haja vista que poderia ser a arma de um cidadão comum, um segurança patrimonial, um praticante de caça esportiva ou até um marginal, agora as consequencias psicológicas que sequelarão este jovem, pois aparenta ser um rapaz de bem e trabalhador, esta será muito pior que qualquer sanção e o próprio rapaz e o seu pai colocaram a cara a tapa e estão se propondo a pagar pelos atos, ao invés de armarem ou forjarem algo para fazerem alegações deturpadas e sairem por cima.
Uma fatalidade que poderia ser evitada com um pouco mais de atenção.
 
Gustavo Cesar C. Gonçalves em 23/05/2011 10:14:28
Pelo jogo de cena, de empurra--empurra, onde ninguém é responsável por nada, já para dizer que isso aí vai acabar em impunidade, mais uma vez. É o que indica o firme e inabalável andar da carruagem...
 
Adriano Roberto dos Santos em 23/05/2011 08:24:10
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