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Capital

Júri absolve homem que tentou matar vizinho há 22 anos a tiros

Ramão, que foi a julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri, foi absolvido pelo Conselho de Sentença

Por Viviane Oliveira | 20/06/2022 07:42
Fachada do Tribunal do Júri em Campo Grande (Foto: arquivo / Campo Grande News)
Fachada do Tribunal do Júri em Campo Grande (Foto: arquivo / Campo Grande News)

O conselho de sentença absolveu Ramão Ferreira de Souza, 73 anos, da acusação de tentativa de homicídio contra o vizinho, Paulo Sérgio Fernandes, de 48 anos. O crime aconteceu há 22 anos, no dia 20 de agosto de 2000, por volta das 18h, na Rua Agnelo Souza Castro, região do Jardim Uirapuru, em Campo Grande.

Ramão, que foi a julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri no começo deste mês, foi absolvido, por maioria de votos. “Posto isso e observando a decisão do Conselho de Sentença, julga-se improcedente a pretensão penal deduzida pelo MPE para absolver Ramão”, decidiu o juiz Aluízio Pereira dos Santos.

Caso - O processo e o prazo de prescrição foram suspensos, em despacho de abril de 2002, porque o réu não tinha sido encontrado. No mesmo despacho, se determinou a expedição de mandado de prisão. Ramão foi preso somente 18 anos depois do crime, em Bandeirantes, e o processo voltou a andar. Teve sentença de pronúncia no dia 22 de novembro do ano passado, determinando que ele fosse a júri popular.

Conforme a denúncia do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), no dia dos fatos, a vítima estava na casa do cunhado, em companhia de sua esposa, quando o denunciado passou pela rua de bicicleta. Ao avistar Paulo Sérgio, o autor fez a volta e partiu em direção à vítima com revólver 38 em punho.

Sem falar nada, de acordo com a denúncia, Ramão fez o primeiro disparo que atingiu a vítima. Em seguida, o autor continuou atirando, atingindo Paulo Sérgio em diversas regiões do corpo. Após os fatos, o autor fugiu. A vítima foi socorrida ao pronto-socorro do Hospital Universitário, onde ficou por vários dias internada, recebendo tratamento médico.

Dias depois, o autor se apresentou à polícia, acompanhado por um advogado, e confessou. Ele alegou que cometeu o crime por ciúmes, pois a vítima havia assediado sua esposa. Indagado à época dos fatos, Paulo Sérgio negou a acusação dizendo que Ramão tentou matá-lo em razão de uma rixa antiga entre os dois.

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