Justiça condena trio que abriu buraco para tentar furtar joalheria
As forças de segurança interditaram o Shopping Norte Sul no dia do crime
Um buraco aberto em uma loja vizinha deu acesso ao forro da joalheria que escapou, por pouco, de ser furtada em outubro de 2025. O trio responsável pelo crime foi sentenciado este mês e já recorreu da decisão. Imagens que até então não tinham sido divulgadas mostram a bagunça feita.
RESUMO
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Três homens originários do Distrito Federal e de Goiás foram condenados por tentativa de furto qualificado e associação criminosa após tentarem assaltar uma joalheria no Shopping Norte Sul, em Campo Grande. O grupo usou um dispositivo eletrônico para clonar sinais magnéticos e acessar o local. Um dos envolvidos ficou preso no forro do ar-condicionado por horas antes de ser capturado. As penas variam de 4 anos a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime semiaberto.
O crime ocorreu no Shopping Norte Sul e mobilizou as forças de segurança, resultando na interdição do centro comercial pela polícia no dia do ocorrido. Claudyo Henryque Aquino Matos, Eduardo Fernandes Dantas e Eduardo Sousa Castro foram condenados por tentativa de furto qualificado e associação criminosa.
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Segundo o processo, o grupo viajou do Distrito Federal e de Goiás para cometer o crime na Capital. Para entrar no shopping, os envolvidos utilizaram um dispositivo eletrônico conhecido como "chapolin", que clona sinais magnéticos e impede o travamento de portas. Eduardo Fernandes Dantas foi o responsável por abrir a porta lateral de uma loja de roupas para que Claudyo Henryque entrasse.
Dentro da loja vizinha, Claudyo trocou de roupa, retirou os calçados e acessou o sistema de dutos de ventilação após quebrar uma parede de gesso. Ao tentar descer pelo duto para alcançar o interior da joalheria, o forro quebrou e o alarme disparou por volta das 5h30. O invasor ainda cortou fios de câmeras e computadores, mas, diante do som do alarme, retornou para os dutos para tentar fugir, deixando para trás ferramentas como marreta, chaves de fenda e um pé de cabra.
Ele permaneceu escondido no sistema de ar-condicionado por várias horas. Ele foi localizado e preso por volta das 12h30, quando tentava descer para o estacionamento do shopping. No momento da prisão, ele portava uma lanterna e uma faca de serra.
Dentro da loja vizinha, Claudyo trocou de roupa, retirou os calçados e acessou o sistema de dutos de ventilação após quebrar uma parede de gesso. Ao tentar descer pelo duto para alcançar o interior da joalheria, o forro quebrou e o alarme disparou por volta das 5h30. O invasor ainda cortou fios de câmeras e computadores, mas, diante do som do alarme, retornou para os dutos para tentar fugir, deixando para trás ferramentas como marreta, chaves de fenda e um pé de cabra.
Ele permaneceu escondido no sistema de ar-condicionado por várias horas. Ele foi localizado e preso por volta das 12h30, quando tentava descer para o estacionamento do shopping. No momento da prisão, ele portava uma lanterna e uma faca de serra.
Os policiais prenderam os outros dois envolvidos, Eduardo Fernandes Dantas e Eduardo Sousa Castro, no dia seguinte, em uma ação nas proximidades do terminal rodoviário. Com eles, os policiais encontraram o dispositivo usado para destravar a loja e as joias que haviam sido furtadas em Rondonópolis (MT), dias antes.
Na sentença proferida pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande, o juiz considerou provada a autoria e a materialidade dos crimes. Claudyo Henryque Aquino Matos e Eduardo Fernandes Dantas confessaram a participação no crime de furto. Eduardo Sousa Castro negou envolvimento, mas foi condenado com base em evidências que o apontavam como responsável pelo planejamento e pela logística da fuga com os materiais furtados.
Claudyo foi sentenciado a 4 anos, 1 mês e 26 dias de reclusão, em regime semiaberto; Eduardo Fernandes Dantas foi sentenciado a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, também em regime semiaberto; e Eduardo Sousa Castro recebeu a pena de 5 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, também em regime semiaberto.
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