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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

26/03/2019 10:50

Justiça mantém na prisão suspeita de matar ex-superintendente em motel

Presa desde 21 de novembro, Fernanda Aparecida já contou várias versões para o homicídio

Aline dos Santos
Fernanda está presa ha quatro meses por crime em motel. (Kisie Ainoã)Fernanda está presa ha quatro meses por crime em motel. (Kisie Ainoã)

A Justiça negou o pedido de liberdade provisória a Fernanda Aparecida da Silva Sylverio, suspeita de matar Daniel Nantes Abuchaim, 46 anos, ex-superintendente de gestão de informação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), em um motel de Campo Grande. Ela está presa desde 21 de novembro.

O processo de liberdade provisória, com ou sem fiança, tramita em sigilo, mas a decisão foi divulgada na edição de sexta-feira (dia 22) do Diário Oficial do Tribunal de Justiça. De acordo com a decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, o pedido foi negado com base no artigo 312 do Código de Processo Penal.

A prisão foi mantida para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. O processo por homicídio, também em sigilo, aguarda pelas alegações finais.

Daniel foi morto no dia 19 de novembro em motel no Jardim Noroeste, saída para Três Lagoas. O corpo foi desovado às margens de uma estrada vicinal no Jardim Veraneio. Na sequência, Fernanda Aparecida, 28 anos, foi presa em 21 de novembro, desencadeando versões diferentes para o homicídio.

Primeiro, ela relatou à polícia que havia cometido o crime sozinha, motivada por vingança. Daniel teria assediado a namorada de Fernanda. Dias depois, ela mudou a versão e afirmou que a vítima foi morta por um desconhecido, sendo ameaçada para assumir a autoria.

No dia 11 de março, durante o primeiro depoimento à Justiça, Fernanda deu nova versão. Ela afirmou que foi perseguida e forçada a marcar um encontro com a vítima pelo verdadeiro assassino do ex-superintendente.

Enquanto a promotoria destaca o excesso de versões, a defesa contesta que a denúncia é completamente diferente das provas que constam no processo. A presa foi transferida de Campo Grande para Corumbá. A reportagem não conseguiu contato com a defesa nesta terça-feira (dia 26).



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