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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

30/05/2016 13:41

Justiça nega liberdade a acusado de matar técnico agropecuário para roubar

Michel Faustino
 Anderson Ricardo de Arruda Silva teve o habeas corpus negado pela Justiça. (Foto: Arquivo) Anderson Ricardo de Arruda Silva teve o habeas corpus negado pela Justiça. (Foto: Arquivo)

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negaram pedido de habeas corpus, com pedido de liminar, a Anderson Ricardo de Arruda Silva, 28 anos, acusado de matar técnico agropecuário Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, 30 anos. O crime ocorreu na noite do dia 24 de janeiro, na Avenida Duque de Caxias, na Vila Eliane, em Campo Grande.

A defesa do acusado sustentou que a prisão preventiva de mais de 60 dias é infundada e Anderson tem condições pessoais favoráveis pelo fato de ser réu primária, ter bons antecedentes, ocupação licita e residência fixa.

Conforme os autos, o acusado mais três homens, que estavam em duas motocicletas, abordaram a vítima e sua esposa na Avenida Duque de Caxias, esquina com a Avenida Capibaribe e anunciaram o assalto. Dois passageiros desceram e foram em direção à vítima.

Carlos Guilherme teria concordado em entregar o veículo e a carteira e desceu da picape com a esposa. Quando a vítima viu o suspeito tentando colocar a mulher dentro da Strada novamente, pegou uma faca que estava no veículo e desferiu o golpe que acertou o braço dele.

Ao ver que o autor estava armado e iria atirar, Carlos tentou fugir e foi atingido por um dos disparos no peito esquerdo, na altura do coração. A vítima foi socorrida pelo Samu e levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, onde já chegou sem vida.

Além de Anderson, William de Jesus Souza, 22 anos, foi reconhecido pela esposa da vítima e confessou o crime. A Polícia Civil pediu a prisão temporária dele, mas, a Justiça negou. O outro suspeito, identificado foi identificado como "Bim Bim".

Em sua decisão, relator do processo, desembargador Dorival Moreira dos Santos, afirmou que não restam duvidas sobre a participação e materialidade do crime. O relator justificou que a prisão preventiva é necessária para manter em seguro a ordem pública.



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