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Capital

Justiça nega prisão domiciliar à veterinária que ateou fogo no marido

Defesa alega que investigada precisa cuidar do filho; juiz entendeu que gravidade do caso impede alternativas

Por Gustavo Bonotto | 29/06/2026 22:38

A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande negou o pedido da médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, para revogar a prisão preventiva ou substituí-la por prisão domiciliar. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (29), após a defesa alegar que a investigada precisa cuidar do filho de 9 anos, que está sem os pais porque o marido permanece internado.

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Juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande negou pedido para revogar a prisão preventiva da veterinária Lidiane Cecília Pereira, 42 anos, presa desde 22 de junho por suspeita de atear fogo no marido, que sofreu queimaduras em 30% do corpo. A defesa alegou que ela precisa cuidar do filho de 9 anos, mas o juiz considerou que outros familiares podem assumir os cuidados da criança.

Conforme trecho da decisão ao qual o Campo Grande News teve acesso, o juiz Aluizio Pereira dos Santos afirmou que os argumentos apresentados pela defesa "não alteram o cenário analisado durante a audiência de custódia". Para o magistrado, permanecem os motivos que justificaram a prisão, principalmente pela gravidade do caso e pela necessidade de preservar a ordem pública.

Os advogados sustentaram que Lidiane deveria cumprir prisão domiciliar porque é mãe de um menino de 9 anos. Segundo a defesa, a criança está sem os cuidados dos pais, já que a veterinária está presa e o pai segue internado por causa das queimaduras. Também citaram que ela tem residência fixa, exerce a profissão de médica veterinária e não possui antecedentes criminais.

Ao rejeitar o pedido, o juiz afirmou que a situação familiar não é suficiente para justificar a mudança da medida. Na decisão, destacou que a própria defesa informou que o menino está sob os cuidados da irmã mais velha, de 22 anos, e observou que, em casos como esse, outros familiares podem assumir temporariamente a assistência à criança.

O magistrado também afastou a possibilidade de substituir a prisão por medidas cautelares. Segundo ele, diante da forma como o crime teria sido praticado, "não se mostram suficientes e nem socialmente recomendáveis" alternativas à prisão preventiva.

Histórico - Lidiane está presa desde 22 de junho. Ela é investigada por atear fogo no marido, ex-diretor do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), durante uma discussão na casa da família, em Campo Grande.

O homem sofreu queimaduras em cerca de 30% do corpo, principalmente no tronco e nos braços, e continua internado em estado grave.

Em depoimento à Polícia Civil, a veterinária afirmou que não queria matar o marido. Ela disse que pretendia queimar a mochila com os pertences dele para impedir que viajasse a Brasília e forçá-lo a confessar uma suposta traição. Também declarou estar arrependida.

Na audiência de custódia realizada no dia seguinte à prisão, a Justiça já havia convertido o flagrante em prisão preventiva.